Arquitetura Juche e a identidade nacional da RPDC

 A arquitetura vai além da sua expressão material pura no espaço: ela se desenvolve como um reflexo dos valores culturais, políticos e estéticos de uma sociedade. Na RPDC, a ideia Juche surge como o fundamento principal para o desenvolvimento criativo da arquitetura e do urbanismo, orientando não apenas a estética, marcada pela monumentalidade, simetria e sofisticação, mas também a organização espacial e simbólica das cidades.

 Na primeira metade do século XX, um intenso período de resistência contra o imperialismo marcou a Península Coreana, desde a invasão e colonização pelo Império Japonês (1910-1945) até a Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953). O contexto da guerra, junto à necessidade de reconstrução do país após 1953, ajudou a moldar a arquitetura como um instrumento material de reconstrução da identidade coreana, que traz a necessidade de superar o passado colonial e desenvolver sua linguagem própria, baseada na tradição coreana somada à modernidade de um futuro autossuficiente e próspero. Além disso, a arquitetura funciona também como uma afirmação visual da vitória sobre o imperialismo. Diante disso, este artigo busca analisar como a ideia Juche orienta a estética e a organização urbana da arquitetura na RPDC.

Fundamentação teórica da arquitetura Juche

 O entendimento da arquitetura Juche se dá através da análise do principal material teórico sobre o tema: o texto Sobre a Arquitetura (1991), escrito pelo Dirigente Kim Jong Il, no qual estão estabelecidos os fundamentos da arquitetura sob o olhar do socialismo Juche. Com isso, surgem quatro pilares como base da criação arquitetônica:

1. As massas como prioridade central, em que o povo aparece como sujeito criador e apreciador. Kim Jong Il enfatiza da seguinte maneira: “As massas são sempre colocadas no centro da arquitetura Juche. A arquitetura é produto do homem, criada a seu pedido e existe para ele. […]”. Ou seja, a arquitetura está a serviço do povo e também é criada por ele. 

2. Simbolismo de independência, caráter nacional e modernidade. Dessa maneira, a arquitetura norte-coreana mescla elementos tradicionais, como o típico telhado coreano, com o uso de materiais e técnicas modernas. Além disso, a representação simbólica dos ideais de independência, autossuficiência e soberania também têm um papel importante na composição arquitetônica. Podemos observar isso através da grandiosidade e do arrojo dos edifícios de Pyongyang.

3. O coletivismo na criação. No capítulo 4 da obra Kim Jong Il afirma: “A orientação coletivista pode impedir que funcionários individuais dêem orientação arbitrária e burocrática à criação arquitetônica e garantir objetividade e justiça na orientação do trabalho criativo.” Ou seja, na RPDC o processo criativo não é individual, mas sim um trabalho coletivo entre arquitetos e as orientações do Partido, a fim de garantir a qualidade do projeto.

4. A originalidade também aparece como um fator indispensável no processo de criação arquitetônica. De acordo com o Dirigente Kim Jong Il: “O imitacionismo aprisiona os princípios criativos dentro da camisa de força da criação arquitetônica e torna impossível investigar novos métodos e técnicas e aplicá-los com ousadia.”. Assim, a busca pela novidade é essencial para a manutenção da criatividade humana. 

Análise urbana e empírica da capital

 Na paisagem urbana de Pyongyang, a teoria arquitetônica Juche se materializa através das grandes avenidas e dos edifícios monumentais, onde seus pilares deixam o campo abstrato e passam para a materialidade do espaço urbano. 

 No topo da Torre Juche, com uma visão ampla de toda a capital, destaca-se a Praça Kim Il Sung, com sua grande área pavimentada destinada às comemorações nacionais. Também chamam atenção os conjuntos residenciais do distrito de Sadong que, apesar de observados a uma distância considerável, destacam-se pela verticalidade e pelo futurismo das formas.

Edifícios do distrito de Sadong, Pyongyang. Foto: © Eduardo M. F. (2025).

 Passando pela larga avenida Hwasong, é possível observar alguns pilares da arquitetura Juche na prática. A contemporaneidade, a verticalidade e a sofisticação dos edifícios seguem coerentemente a lógica criativa estabelecida através do simbolismo de prosperidade e originalidade. Do mesmo modo, a prioridade atribuída às massas também protagoniza os novos projetos, visto que o VIII Congresso do Partido do Trabalho da Coreia estabeleceu a meta de construir novas residências destinadas a 10.000 núcleos familiares por ano.

Edifícios na Avenida Hwasong, Pyongyang. Foto: © Eduardo M. F. (2025).

 Os vazios urbanos também são característicos da organização espacial de Pyongyang. Ao contrário da visão capitalista do espaço urbano, que vê o vazio como um desperdício e perda de lucro potencial, a capital coreana utiliza os espaçamentos entre edifícios, as calçadas amplas, as praças e os monumentos como uma expressão de que o público prevalece sobre o privado. A Praça Kim Il Sung sintetiza bem o uso do vazio, que é destinado às grandes comemorações nacionais, simbolizando a união e o pertencimento do povo àquele espaço.

Considerações finais

 A análise urbana de Pyongyang nos permite compreender como a arquitetura Juche influencia não apenas esteticamente, como também no próprio modo de viver e na organização espacial da cidade. Caminhar pelas ruas e avenidas, observar os edifícios e o fluxo de pessoas é experimentar materialmente os princípios políticos e culturais do país.

 Isso revela que a arquitetura funciona como uma expressão material da identidade nacional norte-coreana, que se baseia fundamentalmente na ideia Juche. A ideia Juche ultrapassa o campo teórico e filosófico, conseguindo também se materializar moldando o espaço urbano das cidades.

Referências

KIM JONG IL. Sobre a arquitetura. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1991.

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Eduardo Mendes Fernandez

Instituto Paektu – Brasil

Kim Jong Il, o filho do Monte Paektu e estrela guia da Coreia

O Monte Paektu é a terra natal do Dirigente Kim Jong Il (1942-2011).

Conhecido como o pico ancestral da nação coreana e a montanha sagrada da revolução, é a montanha mais alta da Península Coreana, desabitada desde tempos imemoriais por conta de sua geografia altamente acidentada e seu clima desfavorável. Os “primeiros moradores” surgiram nas florestas primitivas ao fim da década de 1930, quando a Coreia se encontrava sob ocupação militar do Império Japonês (1905-1945).

Conduzida pelo General Kim Il Sung, a base da liderança da aguerrida Luta Armada Antijaponesa, travada na planície da Manchúria, deveria deslocar-se para o Monte Paektu, sendo construídos no Vale de Sobaeksu acampamentos secretos, além da Sede do Exército Popular Revolucionário Coreano.

Nesse lugar sem nome, envolto de montanhas e densas florestas, por onde flui o rio Sobaek, foi construída uma pequena cabana (menor que o usual) de madeira com maçaneta de casca de ova. Nessa pequena cabana, em 16 de fevereiro de 1942, nasceu o Dirigente Kim Jong Il, homem que deixou marcas indeléveis na política mundial.

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80 anos de Kim Jong Il: aberta exposição virtual que revela trajetória histórica do Eterno Dirigente

Em razão das comemorações de 80 anos de nascimento de Kim Jong Il, uma exposição virtual especial está disponível para o público brasileiro.

A exposição, que conta a história de liderança de Kim Jong Il, é um esforço conjunto da Casa de Edições em Línguas Estrangeiras da RPDC, do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil e o Portal Conheça Coreia.

No sítio virtual, o leitor pode encontrar dezenas de fotos raras que contam a história da liderança revolucionária de Kim Jong Il. Através de três abas, podem-se encontrar registros de três áreas diferenças de trabalho do Eterno Dirigente. O site ainda conta com som ambiente.

Você pode acessar a exposição neste endereço.

Print da página da exposição virtual

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CEPS-BR

Kim Jong Il: 80 anos de um fiel soldado revolucionário

Se estivesse vivo ainda hoje, nesse 16 de fevereiro de 2022 o Dirigente Kim Jong Il estaria completando exatamente 8 décadas de vida. Ele foi o condutor da Revolução Coreana em momentos cruciais desse processo e exerceu cargos políticos de uma maneira que causou profundas transformações na sociedade coreana e até mesmo na configuração global do poder.

Nascido em 16 de fevereiro de 1942, na Coreia, precisamente no sopé do Monte Paektu, na base secreta da guerrilha então em andamento para combater os ocupantes japoneses, Kim Jong Il é filho do General Kim Il Sung e da heroína Kim Jong Suk. Embora tenha nascido de pais que viriam a ser os fundadores e organizadores do Estado da Coreia, ele nunca viveu em uma casta de privilégios. Passou a infância entre trincheiras de guerra, viu, na adolescência, a destruição do seu país por causa da Guerra da Coreia, trabalhou na reconstrução de cidades, frequentou a universidade como qualquer outro coreano e também teve um emprego em uma fábrica.

Kim Jong Il quando criança no colo de seu pai, o General Kim Il Sung, e de mãos dadas com sua mãe, Kim Jong Suk, heroína militar da Coreia.
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Kim Jong Il causou “a maior impressão no mundo”

16 de fevereiro de 2022 marca o 80 aniversário do nascimento de Kim Jong Il (1942-2011), presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia.

Por ocasião dessa data, muitas pessoas ao redor do mundo se lembram dele com profunda reverência.

Kim Jong Il, o grande líder da nação coreana, foi um defensor da justiça e da verdade no mundo.

Com suas dinâmicas atividades teórico-ideológicas, ele indicou à humanidade o caminho a seguir.

Quando o socialismo entrou em colapso no final do século passado na antiga União Soviética e em vários países do Leste Europeu, os imperialistas e os traidores do socialismo proclamaram o “fim absoluto do socialismo no mundo”.

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Entidades brasileiras realizam evento conjunto em razão dos 80 anos de Kim Jong Il

Organizações de estudo sobre as Ideias Juche e Songun co-realizaram na noite desse domingo (13) um evento virtual coletivo para marcar a data de 80 anos de nascimento do Dirigente Kim Jong Il.

O evento, chamado «Os 80 anos de Kim Jong Il, o Eterno Dirigente da Coreia» contou com a participação de acadêmicos e estudiosos do processo revolucionário da República Popular Democrática da Coreia. Estiveram presentes Emanuel Tejerina, presidente da Associação de Amizade com a Coreia do Brasil (KFA), Gabriel Martinez, do Centro de Estudos da Ideia Juche do Brasil e José Reinaldo Carvalho, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). O evento foi apresentado por Lucas Rubio, do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil.

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O General da Coreia: notas sobre os 10 anos de falecimento de Kim Jong Il

É de se considerar que grande parte da essência de existência do próprio Centro de Estudos da Política Songun do Brasil se deve aos muitos trabalhos e feitos da vida do General Kim Jong Il. Por essa razão, nossa organização e todos os seus membros relembram com grande atenção a data de 17 de dezembro de 2021, que marca o 10º aniversário de falecimento do Generalíssimo.

Os méritos da vida revolucionária do camarada Dirigente Kim Jong Il são amplamente conhecidos por todos. Passada exatamente uma década após a sua partida física, ainda escutamos os ecos vívidos das ações tomadas pelo Dirigente em momentos cruciais na História da Coreia e do mundo. Tais ecos ressoam como provas da grande capacidade de liderança do General que atravessou junto de seu povo momentos de terríveis provações sem dar jamais sequer um passo atrás. Dos grandes méritos de Kim Jong Il dos quais estamos falando aqui, talvez um dos mais substanciais e preponderantes seja o da elaboração e aplicação prática da Política Songun, artifício impressionante nascido da interpretação correta de mundo que o General Kim Jong Il teve em sua época.

A Política Songun é um dos pilares da República Popular Democrática da Coreia. As suas origens são muito antigas, mas foi sob o comando do General Kim Jong Il que essa política tomou formas, nomes e sentidos como os que conhecemos hoje. O Songun é a aplicação prática do modo jucheano de se entender a realidade material e de transformá-la conforme as demandas das massas populares. Em poucas palavras, Songun é a política militar da Coreia que dá grande importância aos assuntos militares como forma de não somente defender o país das ameaças externas como também dar um novo impulso na construção socialista.

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O que é a Ideia Juche? Breves considerações

Por Gabriel T., Centro de Estudos da Política Songun – Brasil

Juche (주체) é a ideologia criada pelo Presidente Kim Il Sung (김일성) e também desenvolvida pelo Dirigente Kim Jong Il (김정일), que, resumidamente, diz que o ser humano é dono do seu próprio destino e tem a capacidade de modificá-lo, já que é um ser independente, criativo e consciente.

Ju (주) significa “mestre” e che (체) “corpo”, ou seja, Juche pode ser traduzido como “mestre de si próprio”. Juche diz basicamente sobre (e não somente) a independência do país e também a independência da classe trabalhadora.

Chajusong (자주성) pode ser traduzido como “independência”, mas não nos termos filosóficos ocidentais. Independência para a filosofia Juche é a integridade sociopolítica da Humanidade, e essa, por sua vez, é conquistada através da independência individual e coletiva, que só é capaz de acontecer sob um sistema socialista no qual os meios de produção foram socializados, acarretando assim aos indivíduos e aos coletivos de trabalhadores a tomada da independência e a criação de uma sociedade coletivista.

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79 anos de nascimento de KIM JONG IL da Coreia: uma reflexão pessoal

Nesse dia de 16 de fevereiro, há 79 anos, nascia Kim Jong Il da Coreia. Nasceu num casebre escondido nas florestas do Monte Paektu, próximo das linhas de frente da Revolução armada de libertação nacional que se desenrolava naquele 1942.

Há muitas coisas para falar sobre a história desse revolucionário determinado e sei que temos muitas pessoas aptas para contar essa trajetória (e aqui no nosso portal temos muitas coisas também), mas na minha tradicional mensagem anual eu gostaria de expressar a admiração que tenho por esse companheiro.

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Há 9 anos, falecia o Dirigente KIM JONG IL

Há 9 anos, em 17 de dezembro de 2011, falecia o camarada KIM JONG IL, revolucionário coreano de grande valia e de contribuições históricas ímpares à Revolução Mundial.

A morte de figuras como a de Kim Jong Il na verdade significa em grande parte apenas o desaparecimento físico; os ideais e as memórias dos grandes feitos do General continuam ecoando eternamente nas mentes e corações de todo o povo coreano e revolucionários do mundo.

Trabalhando arduamente junto ao Presidente Kim Il Sung – de quem dizia ser apenas um soldado leal e humilde – desde meados da década de 1960, seja no Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia ou no Exército Popular, o Dirigente Kim Jong Il sempre esteve na linha de frente da Revolução e na condução política da República Popular Democrática da Coreia.

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