O Instituto Paektu - Brasil é um organismo com 10 anos de existência responsável por estudos e análises estratégicas acerca da República Popular Democrática da Coreia.
O dia de hoje marca o 73º aniversário da assinatura do armistício que pôs fim, pelo menos no que diz respeito aos combates abertos no campo de batalha, à Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953). Pode soar estranho aos ouvidos ocidentais os termos “vitória” e “Guerra de Libertação da Pátria” para se referir ao que geralmente estamos acostumados a reproduzir de “conflito sem vencedores” e “Guerra da Coreia”. Mas o 27 de julho foi uma grande vitória, de verdade.
A Guerra de Libertação da Pátria é assim chamada na República Popular Democrática da Coreia porque, para aquele povo, ela representou isso: uma guerra justa que visava libertar toda a pátria coreana, ocupada desde 1945 por uma potência hostil, os Estados Unidos.
Em junho de 2016, o camarada Kim Jong Un era eleito como Presidente do Comitê de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, o mais alto cargo de governança da Coreia Popular.
Em razão da efeméride de 10 anos deste significativo evento político da Revolução Coreana, entidades de estudo e investigação sobre a Ideia Juche e a RPDC se uniram para produzir um material exclusivo sobre o balanço histórico da primeira década de governo do Líder Kim Jong Un.
O vídeo especial, produzido pelo Instituto Paektu – Brasil e publicado no canal da organização, conta com as participações especiais de Rosanita Campos, do Instituto da Amizade Brasil-Coreia, e Diego Grossi, do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil, com apresentação de Lucas Rubio, do Instituto Paektu.
No dia 18 de junho, Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, publicou uma declaração em resposta às críticas feitas pelo G7 durante sua cúpula realizada na França. Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, repetiram mais uma vez a velha cantilena da “desnuclearização” da República Popular Democrática da Coreia.
E Kim Yo Jong foi direta: o G7 não tem qualificação nem direito para se opor à escolha soberana da Coreia. Ela classificou as críticas como uma “afronta direta à Constituição” da RPDC e as rejeitou “nos termos mais claros”. A mensagem principal é uma verdade que o Ocidente se recusa a entender: a “desnuclearização” é um assunto já encerrado. Nunca será realidade.
O ponto central da declaração é uma reflexão sobre a natureza da arma nuclear. Kim Yo Jong explicou o óbvio: a arma nuclear em si não é nem boa nem ruim, tudo depende de quem a empunha. Nas mãos da injustiça, torna-se um instrumento de opressão; nas mãos da justiça, torna-se uma força de dissuasão incomparável que detém a injustiça.
Ela lembrou que a Coreia adquiriu armas nucleares justamente porque sofreu ameaças nucleares contínuas e duradouras dos inimigos. E que, por isso, essas armas não gerarão preocupação em ninguém além daqueles que tentam prejudicar o país. É um argumento que desmonta a lógica da “ameaça nuclear” que o Ocidente insiste em propagar.
Kim Yo Jong reafirmou que a posse de armas nucleares é um interesse essencial da RPDC, garantido pela lei suprema do Estado. A “desnuclearização” — nas palavras dela — constitui uma linha inegociável que jamais cruzarão. E encerrou com um aviso: em qualquer circunstância, para qualquer pessoa, mexer com o interesse medular de um Estado detentor de armas nucleares será a escolha mais desastrosa e catastrófica.
Vale lembrar que o G7 — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Itália e Canadá — é o principal responsável, segundo Pyongyang, pela destruição da paz e segurança mundiais e do sistema internacional de prevenção de proliferação nuclear. O bloco, que possui o maior arsenal nuclear do mundo (só os EUA têm cerca de 5.000 ogivas), insiste em criticar a Coreia por desenvolver meios de autodefesa enquanto segue armando a Coreia do Sul, realizando exercícios militares conjuntos e mantendo ativos nucleares na região.
Kim Yo Jong deixou claro que a insistência em “desnuclearização” perdeu completamente sua pertinência histórica e que, não importa o volume das críticas de qualquer grupo, a realidade jamais mudará conforme o desejo de forças externas.
A Coreia não vai se desarmar. Especialmente quando o G7 segue armando a Coreia do Sul, realizando exercícios militares e mantendo ativos nucleares na região. Quem se sente ameaçado pela Coreia talvez devesse olhar primeiro para seus próprios atos e para a hipocrisia de sua posição.
Instituto Paektu – Brasil (com informações da ACNC)
No dia 6 de junho, Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, fez uma declaração que não deixa margem para dúvidas.
O ponto de partida foi o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA ter afirmado na mídia que, na cúpula bilateral do mês passado (maio de 2026), entre Trump e Xi Jinping, ambos os lados teriam reafirmado o “objetivo comum da desnuclearização da RPDC”.
Kim Yo Jong foi direta classificando tal afirmação como uma isso é uma falsificação completa. Continuou que os EUA insistem num “sonho anacrônico” que nunca se realizará, no que se refere ao tópico de desnuclearização. A Coreia deixou claro que jamais negociará sua soberania, sua segurança ou qualquer violação à sua Constituição.
Ela também recordou que, por outro lado, os EUA seguem reforçando a aliança militar agressiva com a Coreia do Sul — agora aprovaram a exportação de projéteis de precisão, como se a realização cotidiana de exercícios que pressupõem o uso de armas nucleares contra a RPDC já não bastasse — e pontuou: “É exatamente por isso que estamos reforçando nossa capacidade autodefensiva”.
Kim Yo Jong reafirmou que o status nuclear da RPDC é irreversível e que, diante do perigoso fortalecimento da aliança nuclear anti-Coreia, o único caminho é continuar expandindo o dissuasivo nuclear autodefensivo, conforme já decidido pela Direção coreana.
O recado final é enfático:
“A arma nuclear é a lógica mais poderosa no debate com aqueles que adoram a força. Jamais toleraremos qualquer ameaça contra a nossa soberania e segurança.”
Ou seja: os EUA podem fazer o que quiserem. A Coreia não vai recuar. E soberania não está em jogo.
Instituto Paektu – Brasil (com informações da ACNC)
No último dia 3 de junho, o Marechal Kim Jong Un fez mais uma importante visita orientação que demonstra claramente que o programa nuclear do país não apenas continua, mas está entrando numa nova fase. Desta vez, o local foi uma fábrica de produção de substâncias nucleares recém-inaugurada, equipada com tecnologia de ponta desenvolvida localmente.
Acompanhado pelos quadros do Departamento de Indústria Militar e do Instituto de Armas Nucleares, o líder percorreu os novos processos produtivos e recebeu os números: nos últimos cinco anos, a capacidade de produção de materiais nucleares mais que dobrou. Não é pouca coisa. E mais: o plano agora é acelerar ainda mais.
Os motivos subjacentes
A resposta de Pyongyang é direta: porque o mundo continua hostil e a Coreia jamais irá se desarmar sozinha — ao contrário do que os Estados Unidos, cinicamente, insistem em exigir. Kim Jong Un foi claro ao lembrar que a revolução coreana é uma luta de longo prazo contra os rivais “mais brutais” — uma referência direta aos EUA e seus satélites na região — e que, diante das ameaças existentes e de outras que ainda virão, a única garantia de segurança é ter um dissuasivo nuclear forte, tanto em qualidade quanto em quantidade.
Numa reunião consultiva realizada no mesmo dia, o líder anunciou:
“Determinamos o plano de alcançar o crescimento exponencial das forças armadas nucleares do Estado. Isto constitui uma transformação e um êxito assombrosos, um acontecimento histórico que marcou um ponto de virada.”
Não é a primeira visita. E nem será a última.
Quem acompanha o Instituto Paektu sabe que esta já é a terceira visita de Kim Jong Un a instalações nucleares desde setembro do ano retrasado. Em 2024, ele esteve no Instituto de Armas Nucleares e na base de produção de materiais de uso militar, onde destacou a necessidade de aumentar “em progressão geométrica” o número de artefatos nucleares. Em janeiro de 2025, disse que aquele ano seria o “ponto decisivo” para o plano quinquenal do setor.
Na altura da primeira visita, fizemos uma live onde explicamos em detalhes o que ela revelou pela primeira vez e o seu significado histórico, contando com uma contribuição de peso: uma avaliação técnica do respeitado Almirante Oton Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do programa nuclear brasileiro, que nos ajudou a traçar um paralelo didático de como os norte-coreanos desenvolveram rapidamente sua própria tecnologia de centrífugas e levitação magnética.
Para quem não pôde assistir na época, o replay está disponível no nosso canal. Vale a pena para entender o nível de sofisticação que a Coreia alcançou.
Cumprir fidedignamente a missão de país possuidor de armas nucleares
Kim Jong Un encerrou a visita reafirmando que a vontade da Coreia é firme e audaz: defender a Constituição, garantir a segurança do Estado e usar o desenvolvimento acelerado das armas nucleares como ferramenta para dissuadir a guerra e preservar a paz na região e no mundo.
O recado é o mesmo de sempre, mas com um volume mais alto: a Coreia não vai recuar. E, pelo que os números mostram, tampouco irá desacelerar.
Instituto Paektu – Brasil (com informações da ACNC)
A arquitetura vai além da sua expressão material pura no espaço: ela se desenvolve como um reflexo dos valores culturais, políticos e estéticos de uma sociedade. Na RPDC, a ideia Juche surge como o fundamento principal para o desenvolvimento criativo da arquitetura e do urbanismo, orientando não apenas a estética, marcada pela monumentalidade, simetria e sofisticação, mas também a organização espacial e simbólica das cidades.
Na primeira metade do século XX, um intenso período de resistência contra o imperialismo marcou a Península Coreana, desde a invasão e colonização pelo Império Japonês (1910-1945) até a Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953). O contexto da guerra, junto à necessidade de reconstrução do país após 1953, ajudou a moldar a arquitetura como um instrumento material de reconstrução da identidade coreana, que traz a necessidade de superar o passado colonial e desenvolver sua linguagem própria, baseada na tradição coreana somada à modernidade de um futuro autossuficiente e próspero. Além disso, a arquitetura funciona também como uma afirmação visual da vitória sobre o imperialismo. Diante disso, este artigo busca analisar como a ideia Juche orienta a estética e a organização urbana da arquitetura na RPDC.
Fundamentação teórica da arquitetura Juche
O entendimento da arquitetura Juche se dá através da análise do principal material teórico sobre o tema: o texto Sobre a Arquitetura (1991), escrito pelo Dirigente Kim Jong Il, no qual estão estabelecidos os fundamentos da arquitetura sob o olhar do socialismo Juche. Com isso, surgem quatro pilares como base da criação arquitetônica:
1. As massas como prioridade central, em que o povo aparece como sujeito criador e apreciador. Kim Jong Il enfatiza da seguinte maneira: “As massas são sempre colocadas no centro da arquitetura Juche. A arquitetura é produto do homem, criada a seu pedido e existe para ele. […]”. Ou seja, a arquitetura está a serviço do povo e também é criada por ele.
2. Simbolismo de independência, caráter nacional e modernidade. Dessa maneira, a arquitetura norte-coreana mescla elementos tradicionais, como o típico telhado coreano, com o uso de materiais e técnicas modernas. Além disso, a representação simbólica dos ideais de independência, autossuficiência e soberania também têm um papel importante na composição arquitetônica. Podemos observar isso através da grandiosidade e do arrojo dos edifícios de Pyongyang.
3. O coletivismo na criação. No capítulo 4 da obra Kim Jong Il afirma: “A orientação coletivista pode impedir que funcionários individuais dêem orientação arbitrária e burocrática à criação arquitetônica e garantir objetividade e justiça na orientação do trabalho criativo.” Ou seja, na RPDC o processo criativo não é individual, mas sim um trabalho coletivo entre arquitetos e as orientações do Partido, a fim de garantir a qualidade do projeto.
4. A originalidade também aparece como um fator indispensável no processo de criação arquitetônica. De acordo com o Dirigente Kim Jong Il: “O imitacionismo aprisiona os princípios criativos dentro da camisa de força da criação arquitetônica e torna impossível investigar novos métodos e técnicas e aplicá-los com ousadia.”. Assim, a busca pela novidade é essencial para a manutenção da criatividade humana.
Análise urbana e empírica da capital
Na paisagem urbana de Pyongyang, a teoria arquitetônica Juche se materializa através das grandes avenidas e dos edifícios monumentais, onde seus pilares deixam o campo abstrato e passam para a materialidade do espaço urbano.
No topo da Torre Juche, com uma visão ampla de toda a capital, destaca-se a Praça Kim Il Sung, com sua grande área pavimentada destinada às comemorações nacionais. Também chamam atenção os conjuntos residenciais do distrito de Sadong que, apesar de observados a uma distância considerável, destacam-se pela verticalidade e pelo futurismo das formas.
Passando pela larga avenida Hwasong, é possível observar alguns pilares da arquitetura Juche na prática. A contemporaneidade, a verticalidade e a sofisticação dos edifícios seguem coerentemente a lógica criativa estabelecida através do simbolismo de prosperidade e originalidade. Do mesmo modo, a prioridade atribuída às massas também protagoniza os novos projetos, visto que o VIII Congresso do Partido do Trabalho da Coreia estabeleceu a meta de construir novas residências destinadas a 10.000 núcleos familiares por ano.
Os vazios urbanos também são característicos da organização espacial de Pyongyang. Ao contrário da visão capitalista do espaço urbano, que vê o vazio como um desperdício e perda de lucro potencial, a capital coreana utiliza os espaçamentos entre edifícios, as calçadas amplas, as praças e os monumentos como uma expressão de que o público prevalece sobre o privado. A Praça Kim Il Sung sintetiza bem o uso do vazio, que é destinado às grandes comemorações nacionais, simbolizando a união e o pertencimento do povo àquele espaço.
A análise urbana de Pyongyang nos permite compreender como a arquitetura Juche influencia não apenas esteticamente, como também no próprio modo de viver e na organização espacial da cidade. Caminhar pelas ruas e avenidas, observar os edifícios e o fluxo de pessoas é experimentar materialmente os princípios políticos e culturais do país.
Isso revela que a arquitetura funciona como uma expressão material da identidade nacional norte-coreana, que se baseia fundamentalmente na ideia Juche. A ideia Juche ultrapassa o campo teórico e filosófico, conseguindo também se materializar moldando o espaço urbano das cidades.
Referências
KIM JONG IL. Sobre a arquitetura. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1991.
O Instituto Paektu – Brasil realizou, nesse sábado (18), em conjunto com a Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, o painel “Kim Il Sung e Fidel Castro juntos na luta anti-imperialista”, em celebração do 114º aniversário do natalício do grande Líder coreano e do centenário de nascimento Comandante cubano.
O evento contou com as intervenções do camarada Lucas Rubio, presidente do Instituto Paektu, e do camarada Luis Eduardo Mergulhão, diretor executivo da ACJM-RJ, com mediação do camarada Rodrigo Teixeira, também diretor executivo deste organização.
Realizado na sede da ACJM-RJ, o evento iniciou com a exibição de vídeo e música alusivos à amizade coreano-cubana, forjada na luta conjunta contra o imperialismo e pela construção do socialismo, que continua até os dias de hoje sob as lideranças de Kim Jong Un e Miguel Mario Díaz-Canel.
O camarada Lucas Rubio contou sobre a história de vida do Presidente Kim Il Sung, que nasceu numa humilde cabana em Mangyongdae e deu início à sua carreira política ainda na tenra idade da adolescência quando fundou, há cem anos, em 17 de outubro de 1926, junto a outros jovens coreanos, a União para Derrotar o Imperialismo (UDI) — primeira organização corenaa verdadeiramente comprometida com a revolução.
Prosseguiu sobre a construção do socialismo coreano, que não se limitou a copiar modelos externos, mas pavimentou seu caminho à sua própria maneira, mantendo o princípio da independência como pilar central em todos os ramos da política, economia e ideologia — fato que permitiu aos coreanos se manterem incorruptos diante dos eventos que se desdobraram na arena internacional com o surgimento do revisionismo no seio do Partido Comunista da União Soviética.
Concluiu que o Presidente Kim Il Sung deixou um brilhante legado não apenas para os coreanos, beneficiários do sistema socialista centrado nas massas populares e dotado de independência que ele ergueu, mas também para os demais povos do mundo que anseiam por sua libertação nacional e de classe, com seus incalculáveis aportes teórico-práticos acumulados ao longo de tantas décadas de vitoriosa direção da revolução.
Na sequência, o camarada Luis Mergulhão falou sobre a vida de Fidel Castro Ruz, um combatente intrépido contra o imperialismo e pela independência cubana. Desde a juventude, Fidel se dedicou à luta contra as ditaduras que subjugavam Cuba e à derrubada do regime de Fulgencio Batista, que servia aos interesses dos monopólios estadunidenses. A Revolução Cubana, triunfante em 1º de janeiro de 1959, representou um marco na história da América Latina e do mundo, demonstrando que era possível resistir ao imperialismo a apenas 90 milhas dos Estados Unidos.
Mergulhão destacou a coragem de Fidel ao liderar a defesa da ilha contra a invasão da Baía dos Porcos, ao enfrentar a crise dos mísseis e ao construir um sistema socialista que avançou nas áreas da educação, saúde, ciência e solidariedade internacionalista. Cuba, sob a liderança de Fidel, enviou médicos, professores e combatentes a dezenas de países da África, Ásia e América Latina, materializando o princípio do internacionalismo proletário. O orador também recordou a histórica visita de Fidel Castro à Coreia em 1986, quando se encontrou com o Presidente Kim Il Sung e consolidou os laços de amizade entre os dois povos.
Mergulhão concluiu que Fidel Castro, assim como Kim Il Sung, foi um líder que nunca se curvou ao imperialismo e que legou às novas gerações o exemplo de um revolucionário íntegro, coerente e profundamente comprometido com a causa dos pobres e oprimidos.
Após as exposições, o camarada Daniel abriu o espaço para perguntas do público. Os participantes levantaram questões de grande relevância política, entre elas:
A mudança da política da RPDC em relação à Coreia do Sul, com o rebaixamento do status do vizinho sulista a “Estado mais hostil”;
A relação da Coreia com o socialismo chinês no contexto atual das relações internacionais;
A importância da política nuclear da RPDC para equilibrar o balanço de forças na região e assegurar a posição soberana coreana no cenário internacional.
O debate foi marcado por trocas de alto nível político e teórico entre os oradores e os participantes, demonstrando o elevado nível de compreensão da realidade coreana e da luta anti-imperialista por parte do público presente.
O evento reafirmou a vitalidade da solidariedade internacionalista entre Brasil, Coreia e Cuba, e a necessidade de seguir aprofundando o conhecimento sobre as experiências revolucionárias que resistem ao imperialismo e constroem o socialismo com suas próprias características.
O Instituto Paektu – Brasil agradece a todos os participantes e reafirma seu compromisso com a divulgação da Ideia Juche, com a defesa do socialismo coreano e com a luta anti-imperialista ao lado de todos os povos oprimidos.
O Instituto Paektu e a Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro têm a honra de convidar seus membros e seguidores para o Painel «Kim Il Sung e Fidel Castro juntos na luta anti-imperialista», uma realização conjunta dessas organizações.
O evento integra as comemorações do 114º aniversário de nascimento do eterno revolucionário Kim Il Sung, do centenário de nascimento do invicto Comandante Fidel Castro e dos 40 anos de sua histórica visita à República Popular Democrática da Coreia.
O evento contará com as intervenções de Lucas Rubio (presidente do Instituto Paektu – Brasil) e Luis Eduardo Mergulhão (diretor executivo da ACJM-RJ), com mediação de Rodrigo Teixeira (diretor executivo da ACJM-RJ).
Data: 18 de abril de 2026 Horário: 9h Formato: presencial com transmissão online Local: Sede da ACJM-RJ – Avenida Treze de Maio, 23, salas 1623/1624, Centro, Rio de Janeiro
Acesso: somente serão admitidos no auditório os inscritos via formulário virtual, mediante apresentação de documento de identificação com foto (conferência com a lista de inscritos).
Contamos com a participação e divulgação de todos!
Neste dia 15 de abril, o Instituto Paektu – Brasil se junta aos coreanos e aos povos de todo o mundo em celebração do 114º aniversário do natalício do Presidente Kim Il Sung, o grande Líder da Coreia, cujo legado transpassa fronteiras e inspira a luta por independência e justiça em todos os continentes.
Nascido numa pequena cabana em Mangyongdae, nos arredores de Pyongyang, Kim Il Sung dedicou sua vida à libertação da Coreia do domínio colonial japonês e à construção de um Estado socialista independente. Liderou a luta armada contra o Japão nas décadas de 1930 e 1940, fundou o Exército Revolucionário Popular da Coreia e, após a libertação em 1945, organizou o Partido do Trabalho da Coreia e o governo da República Popular Democrática da Coreia, proclamada em 9 de setembro de 1948.
Foi o criador da Ideia Juche, que se tornou o pensamento orientador do Estado coreano e uma contribuição original ao arcabouço teórico da luta revolucionária comunista mundial. Sob sua liderança, o país se reconstruiu após a devastação da guerra provocada pelos Estados Unidos (1950-1953), realizou reformas agrárias que entregaram a terra aos camponeses, nacionalizou a indústria em benefício do povo trabalhador e estabeleceu sistemas universais e gratuitos de educação e saúde. Foram criadas moradias populares, escolas, hospitais e creches em todo o país, e o povo passou a viver com dignidade, sem impostos e com o Estado assumindo toda a responsabilidade por seu bem-estar.
A memória do Presidente, contudo, não se limita às fronteiras da Coreia. Líderes e movimentos de libertação nacional na Ásia, África e América Latina, partidos comunistas e organizações populares ao redor do mundo buscaram inspiração em sua obra e em sua determinação inabalável. A Ideia Juche, com suas contribuições teóricas e práticas originais validadas de modo inequívoco na prática revolucionária coreana, ecoa até hoje entre os povos que resistem à exploração capitalista e à dominação imperialista e aspiram a um futuro socialista, digno e livre de opressão.
Por isso, celebramos o Presidente Kim Il Sung não apenas como o fundador da Coreia Popular, mas como um símbolo eterno da luta de classes e da emancipação dos povos oprimidos — um farol que continua a iluminar o caminho daqueles que recusam se curvar ao jugo do capital e do imperialismo.
Esperamos que as imagens a seguir ajudem a conhecer um pouco da nobre vida revolucionária do grande Líder, cuja trajetória permanece como fonte de inspiração e orgulho para todos os que acreditam na libertação dos povos e na construção de um mundo justo e soberano.
Kim Il Sung quando jovem
Nos tempos da fundação da guerrilha anti-japonesa
No centro, entre os guerrilheiros
Profere discurso em comício massivo por seu retorno triunfal à pátria (outubro de 1945)
No comício de cidadãos de Pyongyang em comemoração ao estabelecimento do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte
(fevereiro de 1946).
Dá a primeira pazada na construção do dique do rio Pothong (maio de 1946)
Recebe flores de estudantes (década de 40)
Profere discurso radiofônico dirigido a toda a nação (junho de 1950)
Planeja operação para mudar drasticamente o curso da guerra (novembro de 1950)
Examina e aprova o Acordo de Armistício (julho de 1953)
Percorre obras de reconstrução no pós-guerra (década de 50)
Conversa com agricultores da vila Ryongsan, da comuna Uipho, do condado de Kaephung (agosto de 1957)
Estimula os jovens construtores visitando a área de construção da linha férrea Haeju-Hasong (junho de 1958)
Incentivando os trabalhadores durante sua visita à Fundição de Ferro de Hwanghae (setembro de 1959)
Conversa com um chefe de brigada Chollima durante sua visita à Siderúrgica de Kangson (outubro de 1960)
Com membros da União de Crianças (década de 60)
Recebe Che Guevara, chefe da delegação econômica do governo da revolução cubana (dezembro de 1960)
Entre soldados do Exército Popular (fevereiro de 1966)
No comício dos cidadãos de Pyongyang para dar as boas-vindas à delegação do Partido e do Governo da República de Cuba (dezembro de 1966)
Conversa com Mao Zedong, Presidente da República Popular da China (abril de 1975)
Conversa amigavelmente com o presidente da Tanzânia, Julius K. Nyerere, durante sua visita à RPDC (março de 1981)
Concede o título de Herói da RPDC a Yasser Arafat, Presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (outubro de 1981)
Com Kim Jong Il, visita o Cemitério dos Mártires Revolucionários no Monte Taesong (outubro de 1985)
Juntamente com Kim Jong Il, no Complexo de Piscinas Recreativas de Mangyongdae (agosto de 1985)
Após receber a mais alta condecoração cubana de Fidel Castro Ruz, fotografa-se com ele (março de 1986)
Juntamente com o presidente iraniano Seyed Ali Khamenei, responde às aclamações da multidão que veio dá-lo boas-vindas (maio de 1989)
Corta a fita inaugural do Palácio de Crianças e Estudantes de Mangyongdae (maio de 1989)
Visita o Palácio de Taekwondo com Choe Hong Hui, Presidente da Federação Internacional de Taekwondo (setembro de 1992)
Dá suas últimas instruções, aos diretivos do setor econômico (julho de 1994)
Na última segunda, 23 de março, durante o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), Kim Jong Un, reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais, proferiu um histórico discurso de orientação política no qual fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, traçou as diretrizes para o novo ciclo e apresentou importantes direções para o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.
Balanço dos sete anos da XIV Legislatura
O líder iniciou sua fala destacando que os anos da XIV Legislatura da APS — de 2019 a 2026 — foram um período que exigiu escolhas importantes e nova coragem para a construção socialista e para o governo da República. Durante esse tempo, a estratégia de construção estatal baseada na linha revolucionária da independência se tornou ainda mais imutável.
Enumerou os avanços alcançados no período, destacando que, no curso da luta para vencer desafios e avançar com as próprias forças, o entusiasmo patriótico de todo o povo aumentou rapidamente e, em proporção direta, a força interna da revolução se fortaleceu incomparavelmente.
“Em uma palavra: espiritual, prática e materialmente obtivemos muitas coisas muito preciosas”
A consolidação da força nuclear como garantia de segurança
Um dos pontos centrais do discurso foi a reafirmação da política nuclear como pilar inegociável da soberania nacional. Kim Jong Un recordou que, durante a XIV Legislatura, a República legalizou a política nuclear e a fixou na Constituição do Estado, acelerando o fortalecimento da força nuclear para acumular a força absoluta capaz de dissuadir a guerra e garantir o equilíbrio de forças na região.
“A realidade mundial de hoje, em que a dignidade e os direitos dos Estados soberanos são pisoteados impotentemente pela força unilateral e pela tirania, ensina claramente o que é verdadeiramente a garantia da existência estatal e a garantia da paz.”
O líder recordou, ainda, que a construção do poderio nuclear não se trata de “gastar todo o dinheiro do país com as forças armadas enquanto o resto passa necessidades”, como alguns dizem, mas é algo que garante e impulsiona firmemente o desenvolvimento de todos os setores do país, incluindo economia e cultura, e a melhoria da vida do povo.
O novo Plano Quinquenal e as metas de desenvolvimento
Kim Jong Un detalhou as metas econômicas para o novo quinquênio, destacando que o governo deve concentrar investimento estatal na renovação técnica do conjunto da economia nacional, especialmente nos setores de base.
“O desenvolvimento equilibrado de todos os setores, domínios e regiões não pode ser pensado à margem da renovação técnica integral do setor econômico”
Entre os objetivos estabelecidos estão:
Aumentar a produção industrial em 1,5 vez;
Alcançar a meta de produção de grãos para resolver o problema alimentar;
Modernizar o setor pesqueiro com novos barcos e ampliação da aquicultura;
Expandir a produção de bens de consumo com a renovação das fábricas de indústria leve;
Construir moradias para 370.000 núcleos familiares durante o quinquênio, com atenção especial à transformação de todas as vilas mineiras em cidades modernas e cultas (como anunciado aqui);
Avançar na política de desenvolvimento local, erguendo a cada ano obras em 20 cidades e condados, de modo que, em cinco anos, 70% do território nacional esteja coberto por novas criações do desenvolvimento e da civilização.
Estes objetivos não são senão a continuação melhor e em maior escala daquilo que já veio sendo executado nos últimos anos, dando frutos para melhorar a vida da população e fortalecer a economia nacional. Sobre a construção massiva de moradias, veja nosso post a seguir:
O fortalecimento do sistema jurídico e o anúncio do sistema policial
Um dos anúncios mais significativos do discurso foi a intenção de introduzir um sistema policial no país. Kim Jong Un explicou que a medida visa completar o arcabouço legal para garantir a segurança interna e a estabilidade social, além de fortalecer os regimes legal e estatal por meio do estabelecimento de um sistema orgânico eficaz e de funções bem definidas.
Segundo ele, a criação de um sistema policial é uma exigência natural da administração estatal e, por si só, a palavra “polícia” não carrega qualquer conotação negativa. A mudança traria vantagens como a clara distinção das atribuições entre os órgãos judiciais, a melhoria da cooperação entre eles e a possibilidade de colaboração com forças policiais de outros países.
O líder revelou que, há vários anos, os setores correspondentes vêm conduzindo pesquisas aprofundadas e preparativos nessa direção. Quando o sistema for formalmente apresentado, orientou, devem ser feitos os preparativos necessários para reorganizar imediatamente as Forças de Segurança Pública como força policial, acompanhados de um trabalho de esclarecimento para que a população compreenda corretamente a medida.
A posição internacional e a relação com a Coreia do Sul
Sobre o cenário internacional, Kim Jong Un avaliou que a única certeza que se pode ter diante da complexidade e imprevisibilidade atuais é justamente a imprevisibilidade, com uma única exceção: a natureza agressiva do imperialismo, que, segundo ele, permanece absolutamente inalterada.
Em relação à Coreia do Sul, o líder foi enfático ao reafirmar a linha já estabelecida nos últimos anos: o lado sul deixou de ser tratado como “compatriota” e passou a ser encarado como uma entidade absolutamente hostil, alinhada aos interesses militares dos Estados Unidos na região. Kim Jong Un declarou que não haverá tolerância com qualquer tentativa de violar os direitos soberanos, a segurança ou o direito ao desenvolvimento do Estado coreano. O país será oficialmente tratado como o Estado mais hostil, com todas as palavras e ações deixando isso claro, e qualquer ato de provocação contra a República será respondido sem hesitação, consideração ou misericórdia, fazendo com que os responsáveis paguem o preço por seus atos.
Recordou, entretanto, que a RPDC não é, de forma alguma, oposta à paz. Desejam-na, mas não irão implorar ou esperar que a concedam de boa vontade. Em vez disso, tomarão o único meio capaz de assegurá-la: a força.
“Embora possa haver várias alternativas possíveis para garantir a segurança do Estado e a paz e estabilidade da região, a opção mais certa, permanente e confiável é tomar os mais poderosos meios de força que ninguém pode ousar desafiar, e precisamente este é trabalho a que estamos nos dedicando agora.”
Kim Jong Un ressaltou, ainda, que as forças independentes e progressistas ao redor do mundo têm se fortalecido como contraponto às investidas hegemônicas, e que esse movimento tende a se intensificar diante da crescente agressividade imperialista. Nesse contexto, a diplomacia da República seguirá firme no propósito de ampliar relações com países que compartilham os princípios de soberania, respeito mútuo e justiça internacional, contribuindo ativamente para a construção de uma ordem mundial multipolar, equitativa e livre de dominação.
A unidade do povo como força motriz
Kim Jong Un concluiu o discurso destacando que o futuro do Estado — que conecta sua longa e grande história ao melhor porvir — está nas mãos de todos, e que o sucesso dependerá inteiramente do esforço e da luta coletiva.
Conclamou, então, que todos se dediquem com vigor e perseverança aos próximos cinco anos, para que este período se torne um trecho de transformações excelentes e gratificantes no caminho de avanço rumo ao ideal socialista, em prol de um Estado que se desenvolverá ainda mais de forma incomparável.
O discurso completo pode ser encontrado em nossa biblioteca virtual aqui.
Instituto Paektu – Brasil (com informações da ACNC)