O dia de hoje marca o 73º aniversário da assinatura do armistício que pôs fim, pelo menos no que diz respeito aos combates abertos no campo de batalha, à Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953). Pode soar estranho aos ouvidos ocidentais os termos “vitória” e “Guerra de Libertação da Pátria” para se referir ao que geralmente estamos acostumados a reproduzir de “conflito sem vencedores” e “Guerra da Coreia”. Mas o 27 de julho foi uma grande vitória, de verdade.
A Guerra de Libertação da Pátria é assim chamada na República Popular Democrática da Coreia porque, para aquele povo, ela representou isso: uma guerra justa que visava libertar toda a pátria coreana, ocupada desde 1945 por uma potência hostil, os Estados Unidos.
Neste dia 15 de abril, o Instituto Paektu – Brasil se junta aos coreanos e aos povos de todo o mundo em celebração do 114º aniversário do natalício do Presidente Kim Il Sung, o grande Líder da Coreia, cujo legado transpassa fronteiras e inspira a luta por independência e justiça em todos os continentes.
Nascido numa pequena cabana em Mangyongdae, nos arredores de Pyongyang, Kim Il Sung dedicou sua vida à libertação da Coreia do domínio colonial japonês e à construção de um Estado socialista independente. Liderou a luta armada contra o Japão nas décadas de 1930 e 1940, fundou o Exército Revolucionário Popular da Coreia e, após a libertação em 1945, organizou o Partido do Trabalho da Coreia e o governo da República Popular Democrática da Coreia, proclamada em 9 de setembro de 1948.
Foi o criador da Ideia Juche, que se tornou o pensamento orientador do Estado coreano e uma contribuição original ao arcabouço teórico da luta revolucionária comunista mundial. Sob sua liderança, o país se reconstruiu após a devastação da guerra provocada pelos Estados Unidos (1950-1953), realizou reformas agrárias que entregaram a terra aos camponeses, nacionalizou a indústria em benefício do povo trabalhador e estabeleceu sistemas universais e gratuitos de educação e saúde. Foram criadas moradias populares, escolas, hospitais e creches em todo o país, e o povo passou a viver com dignidade, sem impostos e com o Estado assumindo toda a responsabilidade por seu bem-estar.
A memória do Presidente, contudo, não se limita às fronteiras da Coreia. Líderes e movimentos de libertação nacional na Ásia, África e América Latina, partidos comunistas e organizações populares ao redor do mundo buscaram inspiração em sua obra e em sua determinação inabalável. A Ideia Juche, com suas contribuições teóricas e práticas originais validadas de modo inequívoco na prática revolucionária coreana, ecoa até hoje entre os povos que resistem à exploração capitalista e à dominação imperialista e aspiram a um futuro socialista, digno e livre de opressão.
Por isso, celebramos o Presidente Kim Il Sung não apenas como o fundador da Coreia Popular, mas como um símbolo eterno da luta de classes e da emancipação dos povos oprimidos — um farol que continua a iluminar o caminho daqueles que recusam se curvar ao jugo do capital e do imperialismo.
Esperamos que as imagens a seguir ajudem a conhecer um pouco da nobre vida revolucionária do grande Líder, cuja trajetória permanece como fonte de inspiração e orgulho para todos os que acreditam na libertação dos povos e na construção de um mundo justo e soberano.
Kim Il Sung quando jovem
Nos tempos da fundação da guerrilha anti-japonesa
No centro, entre os guerrilheiros
Profere discurso em comício massivo por seu retorno triunfal à pátria (outubro de 1945)
No comício de cidadãos de Pyongyang em comemoração ao estabelecimento do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte
(fevereiro de 1946).
Dá a primeira pazada na construção do dique do rio Pothong (maio de 1946)
Recebe flores de estudantes (década de 40)
Profere discurso radiofônico dirigido a toda a nação (junho de 1950)
Planeja operação para mudar drasticamente o curso da guerra (novembro de 1950)
Examina e aprova o Acordo de Armistício (julho de 1953)
Percorre obras de reconstrução no pós-guerra (década de 50)
Conversa com agricultores da vila Ryongsan, da comuna Uipho, do condado de Kaephung (agosto de 1957)
Estimula os jovens construtores visitando a área de construção da linha férrea Haeju-Hasong (junho de 1958)
Incentivando os trabalhadores durante sua visita à Fundição de Ferro de Hwanghae (setembro de 1959)
Conversa com um chefe de brigada Chollima durante sua visita à Siderúrgica de Kangson (outubro de 1960)
Com membros da União de Crianças (década de 60)
Recebe Che Guevara, chefe da delegação econômica do governo da revolução cubana (dezembro de 1960)
Entre soldados do Exército Popular (fevereiro de 1966)
No comício dos cidadãos de Pyongyang para dar as boas-vindas à delegação do Partido e do Governo da República de Cuba (dezembro de 1966)
Conversa com Mao Zedong, Presidente da República Popular da China (abril de 1975)
Conversa amigavelmente com o presidente da Tanzânia, Julius K. Nyerere, durante sua visita à RPDC (março de 1981)
Concede o título de Herói da RPDC a Yasser Arafat, Presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (outubro de 1981)
Com Kim Jong Il, visita o Cemitério dos Mártires Revolucionários no Monte Taesong (outubro de 1985)
Juntamente com Kim Jong Il, no Complexo de Piscinas Recreativas de Mangyongdae (agosto de 1985)
Após receber a mais alta condecoração cubana de Fidel Castro Ruz, fotografa-se com ele (março de 1986)
Juntamente com o presidente iraniano Seyed Ali Khamenei, responde às aclamações da multidão que veio dá-lo boas-vindas (maio de 1989)
Corta a fita inaugural do Palácio de Crianças e Estudantes de Mangyongdae (maio de 1989)
Visita o Palácio de Taekwondo com Choe Hong Hui, Presidente da Federação Internacional de Taekwondo (setembro de 1992)
Dá suas últimas instruções, aos diretivos do setor econômico (julho de 1994)
Em 8 de julho de 1994, o coração de Kim Il Sung parou de bater. Se findava a vida de um dos maiores revolucionários de todos os tempos – o guerrilheiro que liderou seu país numa árdua luta contra o Japão, que mais uma vez foi a figura de proa poucos anos depois na luta contra os Estados Unidos e que nas décadas seguintes conduziu uma das mais bem-sucedidas experiências revolucionárias de todos os tempos.
Kim Il Sung nasceu em 15 de abril de 1912. Na época, seu país, a Coreia, estava ocupada pelo Japão. Ainda muito jovem, organizou a luta guerrilheira comunista contra os japoneses, que alcançaria a vitória em 1945. Em 1948, fundou a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e durante 1950 e 1953, resistiu à invasão dos EUA durante a Guerra de Libertação da Pátria (Guerra da Coreia). Desenvolveu a Ideia Juche, que norteia a Revolução Coreana até os dias de hoje. Foi um grande amigos dos povos e colaborou com inúmeros movimentos de libertação nacional em muitas partes do mundo.
Há exatos 111 anos, em 15 de abril de 1912, nascia, na Coreia, o revolucionário Kim Il Sung!
O camarada Kim Il Sung é um dos maiores revolucionários de todos os tempos, o fundador da mais antiga tradição revolucionária ainda vitoriosa no mundo de hoje que segue resistindo ao imperialismo ianque com determinação e força nunca antes vistas na História.
Kim Il Sung é um sujeito histórico que será eternamente lembrado por sua grande capacidade organizativa ao reunir todo o povo coreano ao redor de um único objetivo de acordo com as demandas de diferentes épocas: a destruição do imperialismo japonês durante as décadas de 1930 e 1940, a derrota do imperialismo estadunidense na Guerra de Libertação da Pátria de 1950-1953, a construção do socialismo independentista e a resistência ao imperialismo em sua forma moderna durante várias décadas entre 1950 e 1990.
Kim Il Sung na época da libertação da Coreia da ocupação japonesa (agosto de 1945)
Kim Il Sung em desfile festivo em razão da vitória sobre os EUA na Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953)
O povo coreano teve a honra de ter o Presidente Kim Il Sung como condutor de uma Revolução que hoje, quase 75 anos depois da fundação do Estado da RPDC, ainda mostra grande força e vitalidade mesmo diante de visíveis dificuldades impostas pelos inimigos.
Os povos do mundo encontraram em Kim Il Sung um amigo incondicional que apoiou de todas as formas com forças políticas, econômicas e ideológicas as lutas de libertação anti-colonial na África e Ásia, além das lutas por independência de diferentes povos nas Américas e nos outros continentes.
Kim Il Sung patrocinou de inúmeras formas as lutas de libertação dos povos da África, Américas, Ásia e Oceania.
Como o teórico máximo da Ideia Juche, Kim Il Sung se provou um verdadeiro comunista que soube aplicar corretamente a Ciência do Proletariado à realidade histórica e material da Coreia, criando uma nova ideologia poderosa o suficiente para transpassar as imensas provações e revezes que o socialismo passou nas décadas de 1980 e 1990, fazendo o socialismo de estilo coreano desenhado por Kim Il Sung sair ainda mais poderoso depois de tais diversidades.
A Coreia de hoje, sob comando do camarada Kim Jong Un, segue viva como uma luz no mundo ao resistir e manter de pé sua independência socialista com sua espada nuclear desenvolvida sob as corretas leituras históricas do legado de Kim Il Sung e também do camarada Kim Jong Il.
Viva para sempre a memória do pai do povo coreano e amigo de todos os povos do mundo, o Presidente Kim Il Sung!
Há 28 anos, em 8 de julho de 1994, falecia Kim Il Sung, revolucionário coreano responsável pela liderança do processo de libertação da Coreia da ocupação japonesa e também pela implementação do projeto socialista. Ele foi o fundador de várias instituições e organizações, a contar o próprio Estado da Coreia (República Popular Democrática da Coreia), o Exército Popular da Coreia e o Partido do Trabalho da Coreia.
Por: Redação, Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
Nesse 8 de julho, foi aberta a exposição virtual chamada «Kim Il Sung: Pai das Crianças», para marcar o 27º ano de falecimento do líder coreano, ocorrido nesse exato dia em 1994.
A exposição reúne fotos raras de diferentes momentos da vida do Presidente Kim Il Sung, capturando especificamente o seu cuidado para com as crianças e jovens do país. Os registros mostram visitas à escolas e jardins de infância, além de inspeções, presenças em reuniões e espetáculos e também o atencioso cuidado que o Presidente dava aos livros, materiais e uniformes que eram entregues às crianças na época.
O material da exposição foi cedido pela revista virtual coreana “Coreia”, publicada na República Popular Democrática da Coreia, e foi vinculada no Brasil por parceria com o Centro de Estudos da Política Songun – Brasil e o portal Conheça Coreia.
Por Gabriel T., Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
Juche (주체) é a ideologia criada pelo Presidente Kim Il Sung (김일성) e também desenvolvida pelo Dirigente Kim Jong Il (김정일), que, resumidamente, diz que o ser humano é dono do seu próprio destino e tem a capacidade de modificá-lo, já que é um ser independente, criativo e consciente.
Ju (주) significa “mestre” e che (체) “corpo”, ou seja, Juche pode ser traduzido como “mestre de si próprio”. Juche diz basicamente sobre (e não somente) a independência do país e também a independência da classe trabalhadora.
Chajusong (자주성) pode ser traduzido como “independência”, mas não nos termos filosóficos ocidentais. Independência para a filosofia Juche é a integridade sociopolítica da Humanidade, e essa, por sua vez, é conquistada através da independência individual e coletiva, que só é capaz de acontecer sob um sistema socialista no qual os meios de produção foram socializados, acarretando assim aos indivíduos e aos coletivos de trabalhadores a tomada da independência e a criação de uma sociedade coletivista.
Em um dia como esse, há 85 anos, nascia a Associação para a Restauração da Pátria.
Em 5 de maio de 1936, o General Kim Il Sung formou a Associação para a Restauração da Pátria, a primeira organização estável a reunir diferentes forças patrióticas e anti-japonesas na Coreia.
A Associação para a Restauração da Pátria operava na clandestinidade, fugindo das perseguições dos colonialistas japoneses que ocupavam a Coreia, e teve seu nome marcado na História por ser a frente unificada pioneira da luta do povo coreano por independência. A ARP operava com o protagonismo dos grupos revolucionários e baseada na aliança de operários e camponeses, mas vários grupos sociais diferentes, desde que fossem patrióticos e aceitassem o liderança revolucionária, foram agregados ao movimento.
Centro de Estudos da Política Songun do Brasil e DPRK Today trabalham agora juntos para o acesso livre à informação sobre a RPD da Coreia
O site DPRK Today, um dos vários veículos da mídia popular da Coreia Socialista na internet, tem sofrido várias tentativas de censura por parte das redes sociais. Constantemente, as páginas da DPRK Today em algumas redes são unilateralmente fechadas, como é o caso do YouTube e Twitter. São inúmeras as contas no YouTube, maior rede de compartilhamento de vídeos no Ocidente, que foram excluídas pelos servidores estadunidenses sem explicações claras acerca da razão de tal fechamento, abrindo brechas para que se conclua que as informações foram excluídas porque foram postadas pela Coreia Popular.
Artigo especial publicado originalmente no jornal Granma, órgão do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, em razão do 60º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e a República Popular Democrática da Coreia.
Sessenta anos de uma relação soberana e digna Ao longo destas seis décadas que hoje celebramos, muita amizade se construiu entre os dois povos, partidos e governos.
Por Elson Concepción Pérez
“Pudemos ver a Coreia dos trabalhadores libertados, do povo soberano e digno, dos cientistas criativos, das crianças felizes, a Coreia do socialismo!”, expressou o Comandante-em-Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro, em 11 de março de 1986, durante sua visita à República Popular Democrática da Coreia, onde manteve conversas amigáveis com o líder Kim Il Sung.