Entidades produzem vídeo conjunto sobre os 10 anos da presidência de Kim Jong Un

Em junho de 2016, o camarada Kim Jong Un era eleito como Presidente do Comitê de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, o mais alto cargo de governança da Coreia Popular.

Em razão da efeméride de 10 anos deste significativo evento político da Revolução Coreana, entidades de estudo e investigação sobre a Ideia Juche e a RPDC se uniram para produzir um material exclusivo sobre o balanço histórico da primeira década de governo do Líder Kim Jong Un.

O vídeo especial, produzido pelo Instituto Paektu – Brasil e publicado no canal da organização, conta com as participações especiais de Rosanita Campos, do Instituto da Amizade Brasil-Coreia, e Diego Grossi, do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil, com apresentação de Lucas Rubio, do Instituto Paektu.

Assista ao vídeo:

Kim Yo Jong ao G7: “Desnuclearização é uma linha inegociável”

No dia 18 de junho, Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, publicou uma declaração em resposta às críticas feitas pelo G7 durante sua cúpula realizada na França. Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, repetiram mais uma vez a velha cantilena da “desnuclearização” da República Popular Democrática da Coreia.

E Kim Yo Jong foi direta: o G7 não tem qualificação nem direito para se opor à escolha soberana da Coreia. Ela classificou as críticas como uma “afronta direta à Constituição” da RPDC e as rejeitou “nos termos mais claros”. A mensagem principal é uma verdade que o Ocidente se recusa a entender: a “desnuclearização” é um assunto já encerrado. Nunca será realidade.

O ponto central da declaração é uma reflexão sobre a natureza da arma nuclear. Kim Yo Jong explicou o óbvio: a arma nuclear em si não é nem boa nem ruim, tudo depende de quem a empunha. Nas mãos da injustiça, torna-se um instrumento de opressão; nas mãos da justiça, torna-se uma força de dissuasão incomparável que detém a injustiça.

Ela lembrou que a Coreia adquiriu armas nucleares justamente porque sofreu ameaças nucleares contínuas e duradouras dos inimigos. E que, por isso, essas armas não gerarão preocupação em ninguém além daqueles que tentam prejudicar o país. É um argumento que desmonta a lógica da “ameaça nuclear” que o Ocidente insiste em propagar.

Kim Yo Jong reafirmou que a posse de armas nucleares é um interesse essencial da RPDC, garantido pela lei suprema do Estado. A “desnuclearização” — nas palavras dela — constitui uma linha inegociável que jamais cruzarão. E encerrou com um aviso: em qualquer circunstância, para qualquer pessoa, mexer com o interesse medular de um Estado detentor de armas nucleares será a escolha mais desastrosa e catastrófica.

Vale lembrar que o G7 — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Itália e Canadá — é o principal responsável, segundo Pyongyang, pela destruição da paz e segurança mundiais e do sistema internacional de prevenção de proliferação nuclear. O bloco, que possui o maior arsenal nuclear do mundo (só os EUA têm cerca de 5.000 ogivas), insiste em criticar a Coreia por desenvolver meios de autodefesa enquanto segue armando a Coreia do Sul, realizando exercícios militares conjuntos e mantendo ativos nucleares na região.

Kim Yo Jong deixou claro que a insistência em “desnuclearização” perdeu completamente sua pertinência histórica e que, não importa o volume das críticas de qualquer grupo, a realidade jamais mudará conforme o desejo de forças externas.

A Coreia não vai se desarmar. Especialmente quando o G7 segue armando a Coreia do Sul, realizando exercícios militares e mantendo ativos nucleares na região. Quem se sente ameaçado pela Coreia talvez devesse olhar primeiro para seus próprios atos e para a hipocrisia de sua posição.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


ACNC:

Kim Yo Jong responde aos EUA: “Desnuclearização é uma ilusão”

No dia 6 de junho, Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, fez uma declaração que não deixa margem para dúvidas.

O ponto de partida foi o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA ter afirmado na mídia que, na cúpula bilateral do mês passado (maio de 2026), entre Trump e Xi Jinping, ambos os lados teriam reafirmado o “objetivo comum da desnuclearização da RPDC”.

Kim Yo Jong foi direta classificando tal afirmação como uma isso é uma falsificação completa. Continuou que os EUA insistem num “sonho anacrônico” que nunca se realizará, no que se refere ao tópico de desnuclearização. A Coreia deixou claro que jamais negociará sua soberania, sua segurança ou qualquer violação à sua Constituição.

Ela também recordou que, por outro lado, os EUA seguem reforçando a aliança militar agressiva com a Coreia do Sul — agora aprovaram a exportação de projéteis de precisão, como se a realização cotidiana de exercícios que pressupõem o uso de armas nucleares contra a RPDC já não bastasse — e pontuou: “É exatamente por isso que estamos reforçando nossa capacidade autodefensiva”.

Kim Yo Jong reafirmou que o status nuclear da RPDC é irreversível e que, diante do perigoso fortalecimento da aliança nuclear anti-Coreia, o único caminho é continuar expandindo o dissuasivo nuclear autodefensivo, conforme já decidido pela Direção coreana.

O recado final é enfático:

“A arma nuclear é a lógica mais poderosa no debate com aqueles que adoram a força. Jamais toleraremos qualquer ameaça contra a nossa soberania e segurança.”

Ou seja: os EUA podem fazer o que quiserem. A Coreia não vai recuar. E soberania não está em jogo.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

Kim Jong Un visita nova fábrica nuclear e anuncia crescimento exponencial

No último dia 3 de junho, o Marechal Kim Jong Un fez mais uma importante visita orientação que demonstra claramente que o programa nuclear do país não apenas continua, mas está entrando numa nova fase. Desta vez, o local foi uma fábrica de produção de substâncias nucleares recém-inaugurada, equipada com tecnologia de ponta desenvolvida localmente.

Acompanhado pelos quadros do Departamento de Indústria Militar e do Instituto de Armas Nucleares, o líder percorreu os novos processos produtivos e recebeu os números: nos últimos cinco anos, a capacidade de produção de materiais nucleares mais que dobrou. Não é pouca coisa. E mais: o plano agora é acelerar ainda mais.

Os motivos subjacentes

A resposta de Pyongyang é direta: porque o mundo continua hostil e a Coreia jamais irá se desarmar sozinha — ao contrário do que os Estados Unidos, cinicamente, insistem em exigir. Kim Jong Un foi claro ao lembrar que a revolução coreana é uma luta de longo prazo contra os rivais “mais brutais” — uma referência direta aos EUA e seus satélites na região — e que, diante das ameaças existentes e de outras que ainda virão, a única garantia de segurança é ter um dissuasivo nuclear forte, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Numa reunião consultiva realizada no mesmo dia, o líder anunciou:

“Determinamos o plano de alcançar o crescimento exponencial das forças armadas nucleares do Estado. Isto constitui uma transformação e um êxito assombrosos, um acontecimento histórico que marcou um ponto de virada.”

Não é a primeira visita. E nem será a última.

Quem acompanha o Instituto Paektu sabe que esta já é a terceira visita de Kim Jong Un a instalações nucleares desde setembro do ano retrasado. Em 2024, ele esteve no Instituto de Armas Nucleares e na base de produção de materiais de uso militar, onde destacou a necessidade de aumentar “em progressão geométrica” o número de artefatos nucleares. Em janeiro de 2025, disse que aquele ano seria o “ponto decisivo” para o plano quinquenal do setor.

Na altura da primeira visita, fizemos uma live onde explicamos em detalhes o que ela revelou pela primeira vez e o seu significado histórico, contando com uma contribuição de peso: uma avaliação técnica do respeitado Almirante Oton Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do programa nuclear brasileiro, que nos ajudou a traçar um paralelo didático de como os norte-coreanos desenvolveram rapidamente sua própria tecnologia de centrífugas e levitação magnética.

Para quem não pôde assistir na época, o replay está disponível no nosso canal. Vale a pena para entender o nível de sofisticação que a Coreia alcançou.

Cumprir fidedignamente a missão de país possuidor de armas nucleares

Kim Jong Un encerrou a visita reafirmando que a vontade da Coreia é firme e audaz: defender a Constituição, garantir a segurança do Estado e usar o desenvolvimento acelerado das armas nucleares como ferramenta para dissuadir a guerra e preservar a paz na região e no mundo.

O recado é o mesmo de sempre, mas com um volume mais alto: a Coreia não vai recuar. E, pelo que os números mostram, tampouco irá desacelerar.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências