370 mil novas moradias e desenvolvimento local: as metas de Kim Jong Un para o próximo quinquênio

Na última segunda, 23 de março, durante o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), Kim Jong Un, reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais, proferiu um histórico discurso de orientação política no qual fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, traçou as diretrizes para o novo ciclo e apresentou importantes direções para o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.

Balanço dos sete anos da XIV Legislatura

O líder iniciou sua fala destacando que os anos da XIV Legislatura da APS — de 2019 a 2026 — foram um período que exigiu escolhas importantes e nova coragem para a construção socialista e para o governo da República. Durante esse tempo, a estratégia de construção estatal baseada na linha revolucionária da independência se tornou ainda mais imutável.

Enumerou os avanços alcançados no período, destacando que, no curso da luta para vencer desafios e avançar com as próprias forças, o entusiasmo patriótico de todo o povo aumentou rapidamente e, em proporção direta, a força interna da revolução se fortaleceu incomparavelmente.

“Em uma palavra: espiritual, prática e materialmente obtivemos muitas coisas muito preciosas”

A consolidação da força nuclear como garantia de segurança

Um dos pontos centrais do discurso foi a reafirmação da política nuclear como pilar inegociável da soberania nacional. Kim Jong Un recordou que, durante a XIV Legislatura, a República legalizou a política nuclear e a fixou na Constituição do Estado, acelerando o fortalecimento da força nuclear para acumular a força absoluta capaz de dissuadir a guerra e garantir o equilíbrio de forças na região.

“A realidade mundial de hoje, em que a dignidade e os direitos dos Estados soberanos são pisoteados impotentemente pela força unilateral e pela tirania, ensina claramente o que é verdadeiramente a garantia da existência estatal e a garantia da paz.”

O líder recordou, ainda, que a construção do poderio nuclear não se trata de “gastar todo o dinheiro do país com as forças armadas enquanto o resto passa necessidades”, como alguns dizem, mas é algo que garante e impulsiona firmemente o desenvolvimento de todos os setores do país, incluindo economia e cultura, e a melhoria da vida do povo.

O novo Plano Quinquenal e as metas de desenvolvimento

Kim Jong Un detalhou as metas econômicas para o novo quinquênio, destacando que o governo deve concentrar investimento estatal na renovação técnica do conjunto da economia nacional, especialmente nos setores de base.

“O desenvolvimento equilibrado de todos os setores, domínios e regiões não pode ser pensado à margem da renovação técnica integral do setor econômico”

Entre os objetivos estabelecidos estão:

  • Aumentar a produção industrial em 1,5 vez;
  • Alcançar a meta de produção de grãos para resolver o problema alimentar;
  • Modernizar o setor pesqueiro com novos barcos e ampliação da aquicultura;
  • Expandir a produção de bens de consumo com a renovação das fábricas de indústria leve;
  • Construir moradias para 370.000 núcleos familiares durante o quinquênio, com atenção especial à transformação de todas as vilas mineiras em cidades modernas e cultas (como anunciado aqui);
  • Avançar na política de desenvolvimento local, erguendo a cada ano obras em 20 cidades e condados, de modo que, em cinco anos, 70% do território nacional esteja coberto por novas criações do desenvolvimento e da civilização.

Estes objetivos não são senão a continuação melhor e em maior escala daquilo que já veio sendo executado nos últimos anos, dando frutos para melhorar a vida da população e fortalecer a economia nacional. Sobre a construção massiva de moradias, veja nosso post a seguir:

O fortalecimento do sistema jurídico e o anúncio do sistema policial

Um dos anúncios mais significativos do discurso foi a intenção de introduzir um sistema policial no país. Kim Jong Un explicou que a medida visa completar o arcabouço legal para garantir a segurança interna e a estabilidade social, além de fortalecer os regimes legal e estatal por meio do estabelecimento de um sistema orgânico eficaz e de funções bem definidas.

Segundo ele, a criação de um sistema policial é uma exigência natural da administração estatal e, por si só, a palavra “polícia” não carrega qualquer conotação negativa. A mudança traria vantagens como a clara distinção das atribuições entre os órgãos judiciais, a melhoria da cooperação entre eles e a possibilidade de colaboração com forças policiais de outros países.

O líder revelou que, há vários anos, os setores correspondentes vêm conduzindo pesquisas aprofundadas e preparativos nessa direção. Quando o sistema for formalmente apresentado, orientou, devem ser feitos os preparativos necessários para reorganizar imediatamente as Forças de Segurança Pública como força policial, acompanhados de um trabalho de esclarecimento para que a população compreenda corretamente a medida.

A posição internacional e a relação com a Coreia do Sul

Sobre o cenário internacional, Kim Jong Un avaliou que a única certeza que se pode ter diante da complexidade e imprevisibilidade atuais é justamente a imprevisibilidade, com uma única exceção: a natureza agressiva do imperialismo, que, segundo ele, permanece absolutamente inalterada.

Em relação à Coreia do Sul, o líder foi enfático ao reafirmar a linha já estabelecida nos últimos anos: o lado sul deixou de ser tratado como “compatriota” e passou a ser encarado como uma entidade absolutamente hostil, alinhada aos interesses militares dos Estados Unidos na região. Kim Jong Un declarou que não haverá tolerância com qualquer tentativa de violar os direitos soberanos, a segurança ou o direito ao desenvolvimento do Estado coreano. O país será oficialmente tratado como o Estado mais hostil, com todas as palavras e ações deixando isso claro, e qualquer ato de provocação contra a República será respondido sem hesitação, consideração ou misericórdia, fazendo com que os responsáveis paguem o preço por seus atos.

Recordou, entretanto, que a RPDC não é, de forma alguma, oposta à paz. Desejam-na, mas não irão implorar ou esperar que a concedam de boa vontade. Em vez disso, tomarão o único meio capaz de assegurá-la: a força.

“Embora possa haver várias alternativas possíveis para garantir a segurança do Estado e a paz e estabilidade da região, a opção mais certa, permanente e confiável é tomar os mais poderosos meios de força que ninguém pode ousar desafiar, e precisamente este é trabalho a que estamos nos dedicando agora.”

Kim Jong Un ressaltou, ainda, que as forças independentes e progressistas ao redor do mundo têm se fortalecido como contraponto às investidas hegemônicas, e que esse movimento tende a se intensificar diante da crescente agressividade imperialista. Nesse contexto, a diplomacia da República seguirá firme no propósito de ampliar relações com países que compartilham os princípios de soberania, respeito mútuo e justiça internacional, contribuindo ativamente para a construção de uma ordem mundial multipolar, equitativa e livre de dominação.

A unidade do povo como força motriz

Kim Jong Un concluiu o discurso destacando que o futuro do Estado — que conecta sua longa e grande história ao melhor porvir — está nas mãos de todos, e que o sucesso dependerá inteiramente do esforço e da luta coletiva.

Conclamou, então, que todos se dediquem com vigor e perseverança aos próximos cinco anos, para que este período se torne um trecho de transformações excelentes e gratificantes no caminho de avanço rumo ao ideal socialista, em prol de um Estado que se desenvolverá ainda mais de forma incomparável.

O discurso completo pode ser encontrado em nossa biblioteca virtual aqui.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

Kim Jong Un reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais na 1ª sessão da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema

No último domingo, 22 de março, foi iniciado em Pyongyang o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento da República Popular Democrática da Coreia. O evento, que reuniu os deputados recém-eleitos no pleito do dia 15, teve como pontos centrais a reeleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos e a composição dos órgãos de direção nacional para o novo ciclo.

O que é a Assembleia Popular Suprema

Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. A Assembleia Popular Suprema é o órgão máximo do poder estatal na RPDC, funcionando como um parlamento unicameral. Seus deputados são eleitos a cada cinco anos em eleições com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Entre as atribuições da APS estão a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais (o chefe de Estado), a nomeação do primeiro-ministro e dos membros do Conselho de Ministros, a aprovação do orçamento nacional e a deliberação sobre leis e emendas constitucionais.

A XIV Legislatura, encerrada neste ano, atuou por sete anos — período marcado, segundo o balanço oficial, pela promulgação de centenas de leis, incluindo a Lei sobre a Política de Forças Nucleares, e pela consolidação institucional das diretrizes estabelecidas pelo Partido.

Discurso de abertura e composição da nova legislatura

A sessão foi aberta pelo deputado Ko Kil Son, secretário do Presidium da APS, com a interpretação do hino nacional. Em seu discurso de abertura, Ko Kil Son fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, classificando-os como “uma década cheia de glórias em que se abriu uma nova era dourada em todas as esferas” da vida estatal. Ressaltou que, graças à perspicácia e à capacidade política de Kim Jong Un, “foram apresentadas as orientações políticas que têm significado estratégico na existência, fortalecimento e desenvolvimento do país” e que se abriu “o caminho para a construção do Estado socialista mais poderoso, avançado e popular”.

O secretário do Presidium apresentou, então, a composição da nova legislatura, informação de grande importância para compreender a base social do parlamento coreano. Dos 687 deputados eleitos para a XV Legislatura, a distribuição por ramos de atividade é a seguinte:

  • Indústria: 201 deputados;
  • Agricultura: 100 deputados;
  • Administração territorial, silvicultura, urbanismo e serviço: 15 deputados;
  • Ciências, indústria informática, educação, saúde pública, literatura e arte, imprensa e informação, esporte e história revolucionária: 70 deputados;
  • Órgãos do poder: 170 deputados;
  • Entidades sociais: 10 deputados;
  • Partidos amigos e entidades religiosas: 6 deputados;
  • Órgãos partidários: 53 deputados;
  • Instituições das forças armadas: 62 deputados.

Do total, 108 deputadas compõem a legislatura, refletindo a participação feminina no parlamento. Estiveram ausentes da sessão 5 deputados que trabalham na Chongryon (Associação Geral de Coreanos no Japão) e 6 por motivos de saúde; os demais 676 deputados participaram presencialmente.

Compareceram, ainda, na qualidade de observadores 1.252 funcionários de órgãos centrais e locais, incluindo quadros do Comitê Central do Partido, do Presidium da APS, do Conselho de Ministros e das instituições das forças armadas, além de secretários responsáveis dos comitês partidários provinciais e presidentes dos comitês populares das cidades e condados.

Balanço da legislatura anterior

Fez uso da palavra Choe Ryong Hae, que havia presidido o Presidium da XIV Legislatura. Em seu discurso, ele fez um balanço dos sete anos de atividades do parlamento anterior, destacando as centenas de leis promulgadas, emendadas ou complementadas ao longo do período — entre elas, leis que consolidaram a posição do país como possuidor de armas nucleares e outras que, segundo ele, “puseram de pleno manifesto a superioridade do regime socialista ao estilo coreano”.

Choe ressaltou que sua experiência à frente do Presidium lhe permitiu perceber “a verdade absoluta de que a prosperidade eterna e a invencibilidade de nossa pátria residem em apoiar fielmente a ideia e a orientação do camarada Kim Jong Un“. Expressou seu sentimento de não ter podido responder com maiores resultados à confiança depositada, e pediu aos novos deputados que glorifiquem a XV Legislatura como um período de alinhamento com o IX Período do Comitê Central do Partido.

A sessão agradeceu a Choe Ryong Hae por seus méritos na execução das políticas do Partido e do Estado, registrando sua saída após estimular os novos deputados.

Eleição da Presidência da APS

Antes do debate dos pontos da agenda, a sessão procedeu à eleição da nova presidência da Assembleia. O deputado Jo Yong Won foi eleito presidente da APS, com Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes. Em seu juramento, Jo se comprometeu a apoiar com fidelidade a direção de Kim Jong Un, ser fiel à Constituição e se empenhar pela materialização da política de dar primazia às massas populares.

Pontos da agenda

Foram apresentados como pontos da agenda do 1º período de sessões:

  1. Eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC;
  2. Eleição dos órgãos de direção estatal;
  3. Eleição das comissões da APS (Legislação, Orçamento e Relações Exteriores);
  4. Emendação e complementação da Constituição Socialista;
  5. Implementação do Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Economia Nacional apresentado pelo IX Congresso do Partido;
  6. Balanço da execução dos orçamentos estatais de 2025 e orçamentos para 2026.

A reeleição de Kim Jong Un como Chefe de Estado

O primeiro e mais importante ponto da agenda foi a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais — o cargo máximo do Estado coreano.

O deputado Ri Il Hwan subiu à tribuna para apresentar a proposta. Em seu discurso, afirmou que “o resultado da eleição do Chefe de Estado decidirá o sucesso ou o fracasso da construção socialista em nova etapa, o porvir de nosso Estado e povo e o curso de seu desenvolvimento”.

Ri Il Hwan fez uma extensa exposição sobre o significado do cargo e a trajetória de Kim Jong Un à frente do país. Segundo ele, “a força da Coreia não reside em um superpotente armamento nem na única constituição, mas na convicção de autoestima e na coragem política do camarada Kim Jong Un, incomparáveis a nada e ninguém no mundo”. Ressaltou que o povo coreano, unido em torno de seu líder, obteve méritos impossíveis de alcançar mesmo em setenta anos, e que hoje experimenta “a implementação magnífica dos propósitos e desejos que queria alcançar já desde o dia da fundação da República”.

O orador recordou as proezas atribuídas a Kim Jong Un no período recente: a abertura da “era do desenvolvimento integral”, a condução da primeira etapa da nova revolução, a transformação do passado e presente do país. Concluiu propondo “atribuir de novo o cargo importante de Presidente dos Assuntos Estatais da RPDC ao camarada Kim Jong Un, recolhendo a unânime vontade de todo o povo”.

A proposta foi recebida com aclamações de “Viva!” e aplausos de todos os deputados, sendo aprovada por unanimidade. A APS declarou solenemente a eleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC.

Eleição dos órgãos de direção estatal

Como segundo ponto da agenda, a sessão elegeu a composição dos órgãos de direção do Estado.

O próprio Kim Jong Un propôs o projeto de composição da Comissão de Assuntos Estatais. A sessão elegeu os nomes recomendados por ele para os cargos de primeiro vice-presidente, vice-presidentes e membros da comissão.

Foram eleitos:

  • Presidente: Kim Jong Un
  • Primeiro vice-presidente: Jo Yong Won
  • Vice-presidente: Pak Thae Song
  • Membros: Kim Jae Ryong, Ri Hi Yong, Jong Kyong Thaek, Kim Song Nam, Ju Chang Il, Choe Son Hui, No Kwang Chol, Kim Tok Hun, Ri Chang Dae, Pang Tu Sop, Kim Chol Won.

Na sequência, foi eleito o Presidium da APS, com Jo Yong Won como presidente, Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes, e Ko Kil Son como secretário.

A sessão também elegeu o primeiro-ministro do Conselho de Ministros. Pak Thae Song foi designado para o cargo e, em seguida, apresentou a lista dos membros do gabinete, que foi aprovada por unanimidade. Foram nomeados 39 ministros e dirigentes de órgãos centrais, abrangendo desde Relações Exteriores até Indústria Carbonífera, Indústria de Energia Atômica, Finanças, Educação, Saúde Pública e Cultura.

Também foram nomeados o presidente da Procuradoria Suprema (Kim Chol Won) e eleito o presidente do Tribunal Supremo (Choe Kun Yong).

Eleição das comissões da Assembleia

Como terceiro ponto, foram eleitas as três comissões permanentes da Assembleia:

  • Comissão de Legislação: presidida por Ri Hi Yong;
  • Comissão do Orçamento: presidida por An Kum Chol;
  • Comissão de Relações Exteriores: presidida por Kim Song Nam.

Juramento do primeiro-ministro

Em representação dos membros do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro Pak Thae Song fez um juramento perante a APS. Comprometeu-se a ser fiel à Constituição e a responder com notáveis resultados de trabalho à confiança do Partido e do povo.

Destacou que o Conselho de Ministros tomará como tarefa principal da construção econômica “preparar o fundamento para desenvolver de maneira estável e sustentada a economia nacional, segundo a meta geral do IX Período do Comitê Central do Partido, e melhorar substancialmente a vida populacional”.

Jurou solenemente cumprir suas responsabilidades “no momento muito importante e chave em que se abre a nova era de auge da revolução do Juche”.

Os próximos passos

A sessão prossegue agora com a discussão dos demais pontos da agenda — entre eles, a emendação da Constituição Socialista, a implementação do Plano Quinquenal e a aprovação dos orçamentos para 2026. As decisões finais devem ser anunciadas nos próximos dias.

Com a eleição dos órgãos de direção estatal e a recondução de Kim Jong Un como Chefe de Estado, a Coreia conclui o ciclo de formação de suas instituições para o novo período, alinhando o parlamento e o governo às diretrizes estabelecidas pelo IX Congresso do Partido.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

Coreanos vão às urnas para eleger a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema

No último dia 15 de março, a República Popular Democrática da Coreia realizou as eleições para a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento do país. Em todas as províncias, cidadãos compareceram às urnas para exercer o direito de voto e escolher seus representantes para o órgão máximo do poder estatal.

Como funcionam as eleições na Coreia

Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. As eleições parlamentares ocorrem a cada cinco anos (e as locais, a cada quatro anos), com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Três partidos compõem o espectro político — o Partido do Trabalho da Coreia (força dirigente), o Partido Social Democrata Coreano e Partido Chondoísta Chongu —, além de candidatos independentes.
Um ponto importante é que Kim Jong Un não concorre nesta eleição; os deputados eleitos são representantes locais, como gerentes de fábricas, médicos, professores e camponeses, que continuam em seus postos de trabalho após eleitos.

Para uma explicação mais detalhada sobre o funcionamento do sistema eleitoral, requisitos para candidatura, o papel dos partidos e o histórico das eleições na RPDC, confira nosso texto explicativo completo aqui.

O voto do líder

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, participou da votação na Mina Carbonífera Juventude de Chonsong, localizada no Complexo Carbonífero Juventude da Região de Sunchon, uma das principais jazidas do país, votando pela circunscrição eleitoral nº 48 do colégio nº 150.

Após receber a cédula do presidente do comitê eleitoral, o Secretário-Geral votou a favor de Jo Chol Ho, gerente da mina e candidato a deputado. Em conversa com o candidato, incentivou-o a manter-se fiel à responsabilidade como representante do povo, tendo sempre presente a confiança depositada pelos trabalhadores da mina e pelos habitantes da região.

O significado do voto na mina

Em seu discurso aos eleitores presentes, Kim Jong Un explicou por que escolhera justamente aquele local para votar: sempre respeitou profundamente os mineiros e quis compartilhar com eles aquele momento significativo. Recordou que a classe operária coreana é a força mais poderosa de criação e transformação na sociedade, e que os trabalhadores do setor carbonífero ocupam um lugar especial nesse conjunto por estarem na vanguarda da construção estatal.

O líder fez questão de mencionar as famílias que dedicam gerações ao trabalho nas minas — aquelas que percorrem “geração após geração os caminhos de galerias subterrâneas de milhares de metros que outros temem”. Para ele, esse tipo de dedicação só é possível por um amor genuíno ao país, o que torna os mineiros “os mais preciosos e confiáveis” cidadãos.

Agradeceu não apenas aos trabalhadores, mas também às esposas e mães dos mineiros, que acompanham e apoiam seus familiares na tarefa de produzir carvão para o país.

Carvão e desenvolvimento nacional

Kim Jong Un aproveitou a ocasião para reiterar a importância estratégica do carvão para a economia coreana — “o alimento de nossa indústria” e a base energética do desenvolvimento autossustentado. Explicou que, quanto mais o país avança, mais aumenta a demanda por carvão, já que as indústrias centrais o utilizam como combustível e matéria-prima.

Lembrou que o recente IX Congresso do Partido estabeleceu como meta para o novo quinquênio aumentar a produção do setor carbonífero em 1,2 vez em relação aos níveis atuais. Manifestou confiança de que a Mina de Chonsong, que sempre manteve forte produção abastecendo a capital, continuará na vanguarda desse esforço.

Transformação das zonas mineiras

Um dos anúncios mais significativos do dia foi a decisão do Partido de priorizar a melhoria das condições de vida dos mineiros. Kim Jong Un revelou que o Comitê Central já havia discutido no Congresso a necessidade de construir moradias dignas, transformar as vilas mineiras e modernizar tecnicamente o setor.

Segundo ele, este trabalho não pode mais ser adiado: é preciso eliminar o atraso das áreas de mineração, que já não condiz com o prestígio do país nem com as exigências da nova época. Anunciou que, nos próximos anos, todas as vilas de carvoeiros serão convertidas em cidades modernas e culturais, seguindo o exemplo da zona de Komdok, transformada recentemente em um “lugar ideal”. Uma estratégia de curto, médio e longo prazo será elaborada em breve.

Ao visitar as instalações da mina e verificar as condições de produção, o líder reforçou a necessidade de aumentar o investimento estatal no setor. Comparou a extração de carvão ao cultivo agrícola: assim como a agricultura é necessária para a vida das pessoas, o carvão é indispensável para o Estado. Defendeu que as minas sejam padronizadas, com processos mecanizados e informatizados, para melhorar as condições de trabalho e a base material de todo o setor.

Em tom pessoal, confidenciou que, ao longo dos anos, sempre que pensava nos momentos difíceis da luta revolucionária, vinham-lhe à mente primeiro os esforços anônimos dos carvoeiros, e que sempre sentiu gratidão por eles. Por isso, afirmou que “não se deve economizar nada” quando se trata de melhorar suas vidas.

Antes de partir, posou para fotografias com os mineiros, beneméritos laborais e funcionários da mina, expressando sua esperança de que os trabalhadores da Mina de Chonsong coroem com aumento produtivo o primeiro ano de implementação das resoluções do Congresso.

Eleições em todo o país

Em todas as localidades da Coreia, as eleições transcorreram com ampla participação. Veteranos de guerra, operários de complexos metalúrgicos e minas carboníferas, trabalhadores agrícolas etc. votaram com entusiasmo, aproveitando a ocasião para reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento rural.

Citada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC), Jon Yong Suk, secretária-geral da circunscrição eleitoral nº 37 do colégio nº 567, avaliou que as eleições demonstraram mais uma vez a superioridade e o caráter democrático do regime eleitoral coreano.

Alguns dos eleitos, como Ryang Il, chefe da Direção de Comunicações da província de Hwanghae do Norte, e Kim Ju Song, chefe do forno do Complexo Siderúrgico Kim Chaek, declararam que trabalharão com ainda mais empenho pela prosperidade da pátria, honrando a confiança depositada pelas massas.

Os compatriotas do exterior também retornaram à pátria para participar do pleito. Na circunscrição nº 17 do colégio nº 22, membros da Associação Geral de Coreanos na China e da Associação de Trabalhadores Econômicos Coreanos Residentes na China compareceram às urnas com orgulho e dignidade.

Ri Sun Nam, primeira vice-presidenta da Associação Geral de Coreanos na China, disse que só na pátria é possível ver a população tão jubilosa com a consolidação do poder revolucionário. Ryang Kum Hae, da Associação de Trabalhadores Econômicos, afirmou que a RPDC, que sempre coloca as massas populares em primeiro lugar, continuará sendo um Estado socialista invicto. Ko Yong Sok, vice-presidente da mesma associação, prometeu que os coreanos na China apoiarão com lealdade a orientação do Marechal e intensificarão os movimentos patrióticos pela prosperidade da pátria.

Com a conclusão das eleições, a Coreia inicia agora o processo de organização da nova legislatura, que deverá se reunir nos próximos meses para dar início aos trabalhos parlamentares do novo ciclo.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências