Quando se pensa em Coreia do Norte, geralmente se imagina um país fechado e com uma realidade sobre a qual pouco conhecemos. O senso comum projeta que a Coreia do Norte não tem redes sociais e que as pessoas de lá não sabem o que é a internet.
Mas uma jovem norte-coreana tem quebrado um pouco essa imagem e feito sucesso no YouTube com o seu canal “Echo of Truth” (“Eco da Verdade”). Em seu canal, Un A posta vários vídeos contando sobre a sua vida diária ou então entrevistando pessoas nas ruas.
Durante um programa rotineiro da TV Central da Coreia (KCTV, na sigla em inglês), o Brasil foi citado como um péssimo exemplo no combate ao Coronavírus.
As imagens, capturadas por um internauta e postadas no Twitter do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil, mostram um programa da TV estatal coreana que relatava o tratamento dado por vários países do mundo ao novo vírus. Vale lembrar que até o momento não houve nenhum caso de Covid-19 na Coreia do Norte.
No próximo sábado, dia 15 de agosto, grupos de estudos sobre a Coreia realizarão encontro online para marcar os 75 anos da libertação do país da ocupação japonesa.
O Centro de Estudos da Política Songun do Brasil, em conjunto com o Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil e o Centro Brasileiro de Estudos sobre a Coreia Popular, realizará um seminário online para marcar os 75 anos de libertação da Península Coreana, concretizada no dia 15 de agosto de 1945 pelas forças combinadas do Exército Popular Revolucionário da Coreia, sob comando do General Kim Il Sung, e o Exército Vermelho soviético.
Para falar sobre o contexto e desdobramentos da libertação coreana de 1945, participarão vários especialistas no assunto e organizações de estudo sobre a Coreia.
Presenças confirmadas:
• Alexandre Rosendo, do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil;
• Diego Pautasso, Doutor em Ciência Política pela UFRGS;
• Eduardo Vasco, do Diário da Causa Operária e do PCO;
• Gabriel Martinez, do Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil;
• Lucas Rubio, do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil.
O Centro de Estudos da Política Songun do Brasil participou de uma entrevista para a Rádio Mundial News FM no dia 9 de julho de 2020. O camarada Lucas Rubio participou representando o CEPS-BR e a entrevista foi conduzida pelo Professor Luiz Felipe Osório, por Bruno Pontes e também por Paulo Roberto Accioli.
Na entrevista, foram abordadas questões do desenvolvimento da Revolução Coreana, além das problemáticas envoltas da posição geopolítica da Coreia.
Você pode conferir a entrevista na página do Facebook da rádio ou através do vídeo (a entrevista começa a partir das 1:00:20):
Tantas são as mentiras que derramam sobre a Coreia do Norte todos os dias que eventos simples que ocorrem diariamente no país poderiam ser notícias: sua cultura, sua comida, seu cotidiano… tudo é distorcido pela mídia. Hoje veremos que a Coreia do Norte é um país muito normal.
No dia 30 de abril de 2020, o camarada Lucas Rubio, Presidente do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil, participou de uma transmissão ao vivo com o camarada João Carvalho, do canal “Assim disse o João” e membro do conhecido podcast Revolushow.
A transmissão, que tratou da Revolução na Coreia Popular, foi muito bem recebida pelo público e você pode vê-la completa a seguir:
As indicações de livros citados durante o programa podem ser conferidas em nossa página “Livros”.
No dia 10 de abril de 2020 o Centro de Estudos da Política Songun do Brasil realizou um seminário online sobre os 108 anos de nascimento do Presidente Kim Il Sung, a serem comemorados no próximo dia 15, e sobre os 38 anos de publicação da obra «Sobre a Ideia Juche», escrita pelo Dirigente Kim Jong Il.
Na reunião, participaram distintos convidados que falaram durante 3 horas sobre a Revolução Coreana, a vida revolucionária do General Kim Il Sung e também sobre as bases teóricas e práticas da Ideia Juche.
A cada dia que passa, mais e mais pessoas se interessam em entender a história da Coreia do Norte, o funcionamento interno do país e como vive a população de um dos países mais polêmicos do mundo.
A razão dessa curiosidade é justamente a falta de informações verdadeiras ou confiáveis sobre esse lugar, que é muitas vezes visto como “o país mais isolado do mundo” e “ditadura hermética”. Essa e outras visões negativas sobre o país são insistentemente difundidas pelos grandes veículos de comunicação com o objetivo de classificar o regime socialista da Coreia como “fracassado” e “pobre”. Tudo que ouvimos ou vemos na TV, internet e revistas sobre a Coreia do Norte é assustador e um lugar tão estranho parece ser impossível de existir. Mas, será mesmo que existe dessa maneira?
No dia 14 de fevereiro de 2020 foi realizado pela internet um seminário promovido pelo Movimento Juvenil por uma América Latina Independente e pelo Centro de Estudos da Política Songun do Brasil. O tema foi «A Ideia Juche e a Auto-suficiência» e participaram do seminário importantes estudiosos do assunto em toda a América Latina.
O seminário foi conduzido por Lucas Rubio, Presidente do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil e Responsável de Publicações do Movimento Juvenil por uma América Latina Independente.
O seminário teve como objetivo, além de discutir a Ideia Juche e suas contribuições para a América Latina, celebrar os 78 anos de nascimento do Eterno Dirigente Kim Jong Il.
Participaram na ocasião pessoas do Brasil, Venezuela, Peru, México, Equador e Colômbia.
Na transmissão ao vivo, além de Lucas Rubio, participou Roberto Carbonel, Presidente do Instituto para o Estudo da Política Songun do Peru. Os outros membros enviaram discursos que foram lidos no seminário.
No começo, Lucas Rubio leu mensagens enviadas pelo Secretariado da Associação Coreana de Cientistas Sociais, do Dr. Dermot Hudson, da KFA Reino Unido, e do Dr. Ramón Jiménez, Diretor Geral do Instituto Internacional da Ideia Juche e Presidente do Instituto Latino-Americano da Ideia Juche.
Depois, foram lidos os discursos. Em todos eles, se enalteceram os grandes feitos dos camaradas Kim Il Sung e Kim Jong Il, fundador e desenvolvedor da Ideia Juche, além de se ressaltarem as grandes vitórias do povo coreano que se guia por essa ideologia. Foi também abordada a questão da independência e da centralidade do homem dentro da Filosofia Juche e as contribuições que esse ideal pode dar para a libertação da América Latina e a construção de um país soberano e auto-suficiente.
Acompanhe a transmissão:
________________ Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
Embora muitas pessoas achem que a religião na Coreia do Norte, especialmente o Cristianismo, seja proibida ou seguidores de alguma fé sejam perseguidos, aprisionados ou executados, a verdade é que a liberdade de prática de fé é totalmente legal e garantida constitucionalmente.
O artigo 68 do capítulo 5 da Constituição da República Popular Democrática da Coreia assegura:
“O cidadão tem liberdade de crença religiosa. Esse direito é garantido com a permissão de construir edifícios e celebrar cerimônias com fins religiosos. (…)”
O mesmo artigo, em seguida, porém, adverte algo importante:
“(…) Não se pode aproveitar a religião para introduzir forças estrangeiras ou perturbar a ordem estatal e social.”
Dessa forma, não se permite de forma alguma que a religião seja usada como meio de exploração monetária das pessoas nem como instrumento de intervenção estrangeira nos assuntos internos do país sobre os quais somente o próprio povo coreano tem autoridade para decidir.
Além disso, o artigo 66, no mesmo capítulo, ainda ressalta:
“Todo cidadão maior de 17 anos tem direito de eleger e ser eleito, sem distinção de sexo, nacionalidade, profissão, prazo de residência, propriedade, instrução, filiação partidária, ponto de vista político e CRENÇA RELIGIOSA. (…)”
As imagens desse artigo trazem algumas fotografias de igrejas cristãs na Coreia do Norte.
Algumas retratam uma missa em andamento na Catedral Changchung, no bairro de Songyo-guyok, nos arredores da cidade de Pyongyang. Essa igreja católica, originalmente, foi construída no século XIX, porém foi totalmente destruída por um bombardeio americano durante a Guerra da Coreia (Guerra de Libertação da Pátria) em 1950. Em 1988 ela foi reconstruída com doações dos fiéis copiando o estilo original. Hoje ela é a sede da Diocese de Pyongyang, que foi estabelecida em 1962.
A fachada da Catedral Católica de Changchung, na Coreia do Norte.
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Representantes da Catedral de Jangchung da Coreia do Norte se encontram pessoalmente com o Papa João Paulo II no Vaticano, década de 1980.
Em algumas fotos, pode-se ver também a Catedral Católica Ortodoxa da Santíssima Trindade, administrada pela comunidade da igreja ortodoxa na Coreia. Ela começou a ser construída em 2003 e em 2006 foi aberta ao público. Ela está localizada no bairro Jongbaek-dong, distrito de Rangrang.
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Também está retratada a Igreja Pongsu, igreja cristã protestante, erigida em 1988 e realocada em uma nova construção, maior e com capacidade para 1.200 pessoas, em 2008.
A igreja protestante Bongsu.
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Outra igreja presente nas imagens é a igreja evangélica Chilgol, fundada em 1899 e também destruída durante a guerra, em 1950, sendo reconstruída na década de 1980.
Fachada da igreja protestante Chilgol.
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Outro grande mito sobre o cristianismo na Coreia do Norte é que pessoas que são pegas portando bíblias são fuziladas ou enviadas para a prisão. Essa é outra mentira. Bíblias não são livros proibidos na Coreia do Norte e são impressas com normalidade no país, sendo distribuídas nas igrejas para a realização dos serviços religiosos. No nosso post temos fotos de algumas delas.
Um exemplar de uma Bíblia Sagrada impressa na República Popular Democrática da Coreia, a Coreia do Norte. Diferente da ideia que temos, bíblias não são proibidas na Coreia do Norte e qualquer um pode circular livremente com elas.
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A maioria do povo norte-coreano, entretanto, não professa nenhuma fé e os que possuem religião, em sua maioria, são chondoístas, budistas ou adeptos de filosofias e religiões milenares tradicionais da Coreia e Ásia. A Coreia é uma nação milenar com mais de 5.000 anos de História e sua civilização foi construída com alicerces totalmente diferentes do Ocidente e não gostar do fato de que não há em cada esquina coreana uma igreja cristã é etnocentrismo e não faz qualquer sentido.
Logo, o número de cristãos é um pouco baixo, o que não significa, claro, que não existam.
Vale citar que muitas das vezes uma das raras oportunidades de norte e sul-coreanos se verem por um período extenso são durante as visitas de chefes religiosos cristãos da Coreia do Sul à igrejas norte-coreanas. Muitas caravanas de fiéis sul-coreanos também visitam a Coreia do Norte para rever antigos familiares (que ficaram divididos no outro Estado após a partilha da Coreia). Essas pessoas advogam pela causa da Reunificação da Coreia e são muito criticadas na Coreia do Sul, que não costuma tolerar com boas vistas relações, sejas elas quais forem, com os norte-coreanos.
O reverendo Franklin Graham dos Estados Unidos durante uma missão evangélica na Coreia do Norte.Oficial do Conselho Mundial de Igrejas durante uma visita à RPDC. Na primeira foto, ele se encontra com Kim Yong Nam, na época o chefe-de-Estado da Coreia do Norte e membro do Presidium da Assembleia Popular Suprema. Abaixo, o oficial oferece um serviço religioso.
Portanto, as notícias, muitas vezes absurdas – e que chegam a relatar execuções públicas com rolos compressores -, não passam de falsificações, boatos, fake news e ações de mau gosto que buscam distorcer a imagem da Coreia do Norte como um ‘inferno na Terra’.
VÍDEOS
A seguir, a indicação de alguns vídeos sobre o tema:
1. Vídeo de um turista que visitou a igreja católica e a filmou por dentro na Páscoa de 1988, ano de reinauguração do templo:
2. Culto evangélico completo realizado na Igreja Chilgol, Coreia do Norte:
3. Entrevista do autor, Presidente do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil, explica sobre a questão religiosa na Coreia do Norte:
4. Entrevista que um fotógrafo estrangeiro fez com um dos responsáveis da catedral católica de Pyongyang:
5. Vídeo de uma equipe de TV sul-coreana que visitou a igreja em 2002 e gravou um pequeno documentário com muitas imagens da missa: